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Vazamento de condensado na UNIB

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Um vazamento na linha de saída de condensado (21-P-08) na UNIB mostrou, mais uma vez, o descaso da empresa com as questões de manutenção e consequentemente de segurança. Uma atitude que vem resultando em diversos acidentes e quase acidentes. O vazamento durou vários dias e continuava até o dia 11 de maio.

Os baixos efetivos, a sobrecarga de trabalho, o abandono das atividades de preservação e prevenção dos equipamentos, tem sido identificadas nas unidades da Braskem em nível nacional como situações que facilitam os acidentes. Também são comuns dificuldades em  resolver problemas de manutenção por falta de materiais e componentes.

A culpa não é dos trabalhadores

O Sindicato tem sistematicamente tratado esta questão, inclusive em seminários nacionais, com objetivo de chamar a atenção da empresa para situações de risco e dos problemas na área. As soluções passam por iniciativas como disponibilidade dos componentes e materiais necessários até o aumento dos efetivos para atender todas as demandas, neste caso de manutenção. Não são os trabalhadores os responsáveis pelo que vem ocorrendo e sim a gestão da empresa, que demite, burocratiza os meios para a realização do trabalho e a manutenção dos equipamentos.

Situações semelhantes a estas tem acontecido muito em relação ao cumprimento da NR13 e SPIE que são acompanhadas através de fiscalização do Sindicato, da Comissão Nacional de Certificação de SPIE e da  SRTE.

O Sindicato fazia muitas cobranças neste sentido e isso forçou a já antiga Copesul a rever suas estruturas de pessoal para atender os requisitos sa NR 13 (pessoal de manutenção, inspeção e treinamento).

Quando o Sindicato levanta uma questão e cobra atitudes da empresa, o objetivo é garantir, além da segurança dos trabalhadores, também a das unidades. Cabe à Braskem resolver o problema e não “jogar” na confusão, questionando a cobrança do Sindicato, tentando colocar os trabalhadores contra a entidade.