TURNEIROS REJEITAM PROPOSTA DE ACORDO DAS EMPRESAS

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Nas assembleias da semana passada, mesmo sem o Sindicato defender diretamente a rejeição da proposta das empresas, os turneiros a rejeitaram e aprovaram uma contraproposta (conforme o quadro abaixo).

No debate realizado nas assembleias ficou evidente que para conseguir avanços na proposta de Acordo de Turno é necessário e indispensável a mobilização dos turneiros. Temos que realizar fortes e contundentes manifestações, para demonstrar às empresas, nossa revolta e indignação com as propostas que elas estão apresentando e principalmente com a tentativa  de retirada, do acordo, das férias com períodos de sete dias.

Contraproposta sem impacto financeiro

Da contraproposta aprovada, como inclusive foi mencionado nas assembleias, tem vários itens que não representam impacto financeiro para as empresas. Entre estes itens, estão o pagamento de todas as horas extras efetuadas, aumento das permutas, tempo máximo de viagem de 1h30min, e é claro a manutenção das férias com períodos de sete dias.

Já solicitamos ao Sindiquim reunião para passar as empresas o resultado das assembléias e dar sequência a negociação.

CONTRAPROPOSTA  APROVADA
Manutenção do atual Acordo de Turno;

– Pagamento de HE nos cursos e treinamentos;

– Liberação para periódicos no horário das 8h às 16h;

– Oito permutas por mês, mais quatro para estudante;

– Pagamento de 30min/dia de HE nas trocas de turno;

– Pagamento de todas as horas extras efetuadas;

– Manutenção das férias em período de sete dias;

– Tempo máximo de viagem de 1h30min;

– Adicional de turno de 95%.

 

Férias de 7 dias
Abaixo, reproduzimos a redação da Cláusula do atual Acordo de Turno que trata do tema:

 

“CLÁUSULA 10ª – FRACIONAMENTO DE FÉRIAS –Considerando ser esta uma aspiração da categoria profissional, apresentada por ela para as empresas e considerando tratar-se de situação excepcional, aplicável tão-somente ao regime de turnos, fica estabelecido que as empresas poderão conceder férias em dois períodos, sendo que um dos quais não poderá ser inferior a 07 (sete) dias corridos, relativamente aos empregados que trabalham em regime de turnos, desde que haja expresso requerimento do trabalhador interessado e desde que o referido período seja conjugado com os chamados “folgões”, de forma a garantir, no mínimo, o afastamento por dez dias consecutivos, se somado o afastamento por férias aos “folgões”, de forma a respeitar-se o período mínimo de 10 (dez) dias consecutivos de afastamento previsto no parágrafo único do artigo 134, da CLT.

  • – Fica mantida a prerrogativa da iniciativa do empregador para concessão de férias nos termos do “caput” do artigo 134 da CLT.
  • – Reconhece o SINDIPOLO que a adoção desse sistema pelas empresas, exclusivamente em relação aos trabalhadores dos turnos, atenderá à aspiração destes, já que o sistema lhes traz vantagens, considerando o efeito do regime de folgas conjugado com o módulo de fracionamento de férias apontado, e considerando que ficará garantido ao empregado o período mínimo de afastamento por dez dias consecutivos, nos termos do dispositivo legal indicado no “caput desta cláusula”.



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