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TRANSPORTE ADM E TURNO

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No último dia 15/07, o Sindipolo esteve reunido com a Braskem para tratar sobre os problemas que os trabalhadores  têm relatado ao Sindicato, envolvendo os transporte do ADM e do Turno. Alguns fatos atuais e outros que já foram abordados em reuniões anteriores novamente foram tratados, entre eles:

nOcorrência de passageiro ter que viajar em pé durante parte do percurso de ônibus do ADM;

nUsuários da Linha de Charqueadas irão perder o horário normalmente utilizado da balsa, devido ao acréscimo de 3 minutos que a Braskem irá impor (unilateralmente) à partir de Agosto para compensar os jogos do Brasil na Copa;

nDificuldades que os moradores de Ivoti, Dois Irmãos, Novo Hamburgo e demais regiões próximas, vem enfrentando como ter que usar carro próprio para deslo-camento até um ponto de embarque;

nLinha 24 de Guaiba e região, não está utilizando a BR 448 e com isso os usuá-rios têm um acréscimo diário na viagem de 30 minutos na ida e 30 na volta, pela obrigatoriedade de embarque em Canoas de poucos trabalhadores que poderiam utilizar uma Micro que iniciasse o percur-so naquela Cidade.

nAumento da rotatividade dos motoristas.

 

Otimização ou readequação

Sobre a possibilidade de redução de linhas e modificações de itinerários, a Braskem informou que está realizando  um trabalho de análise nas 40 linhas do ADM e nas 22 de Turno e que, segundo ela, o que pode ocorrer é uma “Otimização ou Readequação de Linhas”, como por exemplo substituir em algumas linhas o ônibus por veículo menor.

Relembramos na reunião que a Braskem, quando assumiu o controle da Copesul, IPQ e da Triunfo, realizou um redução violenta na quantidade de linhas e percursos, economizando muito neste serviço. Não pode agora dizer que quer “otimizar” os serviços de transporte. Os trabalhadores sabem que 0,5 % de aumento na produção de eteno eleva muito mais o resultado da Braskem do que redução do serviço de transporte.

Porque os estudos de transporte não priorizam a real necessidade dos trabalhadores? As rotas do turno são as mesmas adotadas nos anos 90, na criação do transporte unificado. A região do Vale dos Sinos naquela época não significava 30% dos usuários do sistema. Muita coisa mudou até hoje e o que foi feito em termos de melhorias para esta região?

A Braskem se comprometeu em buscar a solução para as demandas citadas pelo Sindipolo, bem como também se reunir com o Sindipolo quando estiver com uma análise mais atualizada do estudo que, segundo ela, iniciou recentemente e por esta razão não se compromete neste momento em estabelecer um prazo específico para responder todos os questionamentos.

Novamente reafirmamos nossa preocupação com decisões unilaterais que a Braskem vem tomando e reforçamos também que nossa análise, baseada no histórico de atuação da empresa neste tipos de readequações, é de que novamente o objetivo principal deste estudo visa apenas e tão somente a redução no GFD (Gastos Fixos Desembolsáveis), maior taxa de ocupação nos ônibus e a complementação de PA de alguns líderes que gostam de “mostrar serviço” em detrimento daquilo que colocam em segundo plano, mas que alardeam em seus discursos e apresentações em “power-point” como conforto, segurança e qualidade de vida aos usuários e motoristas.

Será que a Direção da empresa vai aceitar descontentar e dificultar a vida de muitos trabalhadores, saindo mais cedo, chegando mais tarde, aumentando o tempo da viagem, a distância para o ponto de embarque e os problemas de saúde e perigo no trajeto, para contentar uma medíocre meta no PA de um ou outro “gestor”?

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