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Trabalhadores não aceitam retrocesso no tema Benzeno

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De forma sorrateira e sem fazer alarde, como está no Boletim da FUP, a Petrobras está propondo a rediscussão dos critérios de caracterização de risco da exposição ocupacional ao Benzeno.

O pedido foi feito em carta endereçada à diretora do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho (DSST), do Ministério do Trabalho e Emprego, em 25/1/2011. É bom lembrar, que a estatal é signatária do acordo e legislação do Benzeno, assinado no final de 1995 e que o limite de tolerância para o Benzeno deixou de exitir em 1994.

Petrobras não cumpre a legislação

A estatal não vem cumprindo a legislação existente. Usa nos seus PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) limite de tolerância de 0.5 ppm para os trabalhadores expostos. A empresa alega que os atuais critérios, que ela mesma ajudou a criar e não cumpre, geram a “expectativa de aposentadoria precoce” em grande número de trabalhadores.

As notícias sobre saúde e segurança na Petrobras não são as melhores. As práticas da empresa neste campo são constantemente denunciadas pelos trabalhadores.

O Benzeno é um agente químico comprovadamente carcinogênico. Por isso e com o reconhecimento dos negociadores do acordo e legislação do Benzeno, é que criou-se o VRT (Valor de Referência Tecnológica), saída encontrada em processo de negociação tripartite. O VRT deve ser considerado como referência para melhoria contínua. Este valor é obrigatório e não exclui risco à saúde.