TRABALHADORES DA LANXESS APROVAM PROPOSTA

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Terminou a mais longa negociação da história dos petroquímicos gaúchos. Em assembléias na semana passada os trabalhadores aprovaram por 42 votos a favor e 6 contra a proposta da empresa.

A negociação iniciou nacionalmente e foi um processo positivo. Os trabalhadores integraram-se tomando ciência das condições dos acordos em cada unidade. Diferenças revelaram-se, desde as mais básicas como defasagens salariais, até as mais específicas como, por exemplo, a indenização por tempo de trabalho em caso de demissão, existente em Pernambuco. Outra diferença que cabe destacar é na assistência médica, que aqui em Triunfo seguirá com o regime contributário para os atuais trabalhadores o que garante as vantagens previstas pela lei 9.656/98. Este regime já não era praticado no RJ e em PE, (Continua na Pg 2).

Caminho pedregoso

Que fatores levaram a uma negociação tão longa?  O primeiro e mais decisivo foi a própria proposta da LANXESS atacando direitos históricos aos quais os trabalhadores não abririam mão. O segundo derivou do fato da empresa esperar o fechamento do índice e acordo de São Paulo o que levou a apresentação da proposta só em Dezembro. Com a categoria rejeitando a proposta houve silêncio por parte da empresa que só voltou a negociar após manifestações em frente às fábricas, isto já em fevereiro. Veio a nova proposta que continuava atacando direitos e para nós em Triunfo a questão da compra da DSM também não podia ser ignorada. Passamos a considerar a ida ao acordo geral já que empresa já provara e insistia na sua intenção de rebaixamento do acordo. A intermediação pelo SINDIQUIM solicitada pelo SINDIPOLO não foi aceita pela empresa, mesmo sendo ele signatário dos acordos. Entendia a LANXESS que a direção tinha obrigação de levar a assembléia qualquer proposta e usava o tempo e as perdas como elementos de pressão. Insistiu nesta tese ainda nas reuniões intermediadas pela SRTE. Mesmo sob forte pressão e com a falta de reajuste desde setembro os trabalhadores resistiram e não aceitaram a imposição de perdas nas cláusulas sociais. A direção do sindicato, não se dobrando a constante provocação de necessidade de assembléia desempenhou importante e decisivo papel nesta fase.

 

Firmeza garantiu um bom acordo

 

Quando vemos as demais empresas pressionarem para incluir o acordo de turno no geral enquanto revertemos esta situação na LANXESS; quando constatamos a efetiva manutenção das cláusulas do acordo frente ao firme propósito de retirada projetado pela empresa e quando constatamos ainda outros avanços, podemos dizer que foi desgastante, mas positiva a campanha. A única ressalva fica por conta da não inclusão dos novos trabalhadores contratados no regime contributário da assistência médica.

Até o fechamento desta edição do Em Dia não havia previsão de assembléias em PE e no RJ. Várias cláusulas estavam em discussão quanto à redação e a previsão é de que ocorram somente na semana que vem.

Acordo de Turno

Devemos reiniciar as discussões em torno do acordo. Em dezembro aprovamos o acordo em assembléias com as cláusulas que vinham fazendo parte do acordo geral. A minuta apresentada posteriormente pela LANXESS veio com alterações. Estas alterações, algumas já em prática, como a não possibilidade de dobras em nenhuma hipótese, terão que ser discutidas.

 

PLR 2011

            Seguem as lições sobre negociação. Em algum momento o processo de negociação nacional dos acordos coletivos pode ter sido criticado ou mesmo responsabilizado pelo atraso na chegada a um bom termo. No relato da negociação fica claro que não foi o processo de negociação nacional o responsável. Na questão da PLR é mais evidente ainda que a unificação da negociação é uma necessidade, já que é sabido que não haverá acordos diferentes entre sites. Solicitação neste sentido foi feita pela comissão aqui em Triunfo para o ano que vem, alem de outras alterações em cláusulas.

O Sindicato não recebeu minuta com a proposta e oportunamente avaliará a sua assinatura após consulta aos trabalhadores. Dois fatores positivos precisam ser destacados neste acordo. Acidentes do trabalho não impactam no pagamento de PLR e afastamentos também por acidentes não implicam em desconto proporcional do período não laborado. O valor da PLR para 100% do EBITDA atingido é de 2,2 salários e os resultados que vem sendo atingidos indicam que se chegará a um valor de 3,3 salários.




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