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TERCEIRIZAÇÃO

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Para quem não se pre­ocupou quando houve as mudanças na previdência (porque tinha previdência privada) e achou que estas alterações não lhes atingi­riam, percebeu, num tem­po muito curto, que não era bem assim. A introdução de formas

de gestão de algumas empresas no Polo, somadas com a chegada da Braskem também com seu “saco de maldades”, fez com que em curtíssimo tempo, os direi­tos dos trabalhadores, con­quistados ao longo de déca­das, fossem sendo ignorados completamente e sofrido ataques constantes.

Está mais que provado que o que temos no presen­te necessita de garantia para mantermos no futuro. Por isso precisamos agir para evi­tar mais uma ação de preca­rização em nossas vidas. Só a mobilização pode impedir este ataque (PL 4330) a im­portantes direitos conquis­tados.

Não é fantasma! É a per­missão para terceirizar TO­DAS as atividades de traba­lho em toda a empresa. Hoje a Justiça do Trabalho limita a terceirização a “atividade­-meio”, como limpeza, segu­rança e serviços especializa­dos que não tenham relação direta com o objeto da em­presa. Se tudo passar como está no projeto, haverá um patamar de grandes ganhos de “modernidade” para as empresas, mas de PERDAS IRREPARÁVEIS para os tra­balhadores.

BOM, SÓ PARA OS EMPRESÁRIOS

A votação do projeto (PL 4330) foi aprovada por 324 de­putados, a maioria representan­te da bancada patronal e possi­velmente com suas campanhas bancadas pelos mesmos.

Por isso tudo, estamos mais uma vez, conclamando a todos para que reajam fren­te a este precarizante proje­to. Nosso futuro está nova­mente em jogo. Observe ao seu redor a precarização do transporte, salário, saúde, ali­mentação, dos trabalhadores diretos e terceirizados!

No Polo, como na ab­soluta maioria dos casos de terceirização, ela serviu ape­nas para ampliar a jornada, diminuir salários e direitos e aumentar os acidentes e mortes.

Terceirização, saída para as empresas. Pri­meirização, saída para os trabalhadores.

Ainda é tempo de re­agir. Enviando e-mails aos “nobres” deputados, parti­cipando das manifestações convocadas pelos sindicatos, centrais sindicais e movimen­tos sociais e resistindo a este projeto que representa um retrocesso de mais de cem anos no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores.

Na terça, 14/04, a AMATRA IV (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho do RS) realizou um ato defronte ao do prédio das Varas do Trabalho de POA. A manifestação foi uma paralisação de 15 minutos nas audiências unindo, além dos juízes do trabalho, outras entidades como OAB e representantes dos trabalhadores. O protesto foi para aler­tar para o grande retrocesso que a aprovação do PL 4330 trará para os direitos dos trabalhadores.

 

A entidade também distribuiu nota onde alerta para os riscos do PL e faz duras críticas ao Projeto. Na nota a entidade destaca que a proposta reduz direitos trabalhistas elementares e abre largo espaço para o aumento do desemprego, entre ou­tros pontos negativos. “A iniciativa de lei estimula a diminuição média de salários, medida que já a curto prazo implicará retra­ção do mercado de consumo, com prejuízos sentidos por toda a coletividade”, refere a publicação. O SINDIPOLO, em audiência no TRT na manhã do dia 14, fez constar em ata seu apoio ex­presso à nota da Associação e ao ato contra o PL 4330.