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TERCEIRIZAÇÃO E BARBÁRIE

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Não cansamos de denunciar que a terceirização, apesar de hipoteticamente fundada na necessidade de contratação de trabalho “especializado”, não resiste a mais singela análise sem que se perceba a sua real intenção: PRECARIZAR E RETIRAR DIREITOS. Salta aos olhos o evidente uso da terceirização para afastar os trabalhadores dos direitos que lhe seriam correspondentes caso fossem vinculados devidamente ao seu patrão de “fato e direito” – que é o contratante da empresa terceira – na maioria dos casos de terceirizações no Polo.

Soluções escancaram o problema

É tão evidente a discriminação com o uso da terceirização que ao tentar tapar as diferenças MAIS esta se escancara. O exemplo a seguir é real e apenas ilustra o que de outras formas é verificado em outras empresas.

Recentemente  em nome do “tratamento igual” aLANXESS PBR determinou que os trabalhadores diretos não mais seriam levados de ônibus da portaria ao prédio administrativo, já que os terceiros também não o são. Nobre decisão que pelo que se observa não vale em dias de chuva. Seriam os diretos “MAIS IGUAIS” em dias de chuva ou iguais, mas não com qualquer tempo?

Melhorias a todos

A questão, no entanto, não é essa. A melhor solução não teria sido permitir levar a todos de ônibus a suas áreas já que alguns terceiros inclusive caminham bem mais até chegar a sua área de trabalho – faça chuva ou faça sol? Seria, se esta não escancarasse um problema maior. A precarização gerada pela terceirização.

Especificamente no caso dos trabalhadores da IN HOUSE seria pouco recomendado entrar com o ônibus que os transporta. Destoa completamente do “ambiente petroquímico” a visível precariedade que com certeza não se resume ao ônibus em si. Temos notícias que a empresa que transporta estes trabalhadores aumenta os seus lucros a custa de toda sorte de precariedades trabalhistas que começa com salários sempre atrasados e se vai numa lista que envergonha e revolta.

Nem sob o ponto de vista do mais ferrenho capitalista há como sustentar uma situação destas. Trata-se de concorrência desleal com outras empresas de transporte que cumprem obrigações quanto à segurança e direito do trabalho.

 

Diagnóstico errado, remédio errado

É mais fácil fazer vista grossa a esta realidade sob o argumento de não poder interferir no gerenciamento de uma terceirizada e, tentar igualar condições com paliativos. Vale lembrar que boa parcela dos trabalhadores diretos da LANXESS PBR aproveita para dar a sua caminhada do transbordo da Braskem até a fábrica. O que se quer evidenciar, portanto, é a superficialidade da solução que piora uma condição para “igualar”. O remédio parece só ter piorado a doença e há muitos exemplos semelhantes em todas as empresas do Polo.




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