Temos que reagir às intransigências das empresas

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As empresas Braskem, Innova, DSM, Borealis e Oxiteno insistem em ignorar a rejeição de sua proposta de 7,7% por mais de 75% da categoria. Continuam intransigentes, querendo impor um reajuste que não atende os trabalhadores. A  aprovação de uma contraproposta de 10% de reajuste, auxílio-educação de R$ 1.100,00 e licença-maternidade de seis meses, mostra que a proposta das empresas tem que avançar.

Como já vínhamos tratando desde o início das negociações, o setor petroquímico está em ótima fase, com crescimento previsto para 2010 acima de 10%. Além disto, muitas categorias, inclusive de setores com aumento de produção e resultados inferiores aos do setor petroquímico, fecharam negociação com conquistas superiores aos 10% aprovados pela categoria nas assembléias.

Já estamos há quase um mês com a negociação trancada pelas empresas e temos que reagir fortemente para desbloquear o processo.

O que está acontecendo aqui também ocorre na negociação do RJ, AL e BA, com DB setembro, e com a Lanxess, que tem unidade no RJ e em PE (veja matéria ao lado).

Reunião dos Sindicatos de trabalhadores Braskem

Na sexta-feira, dia 10, está programada uma reunião, em Salvador, dos sindicatos representantes dos trabalhadores da Braskem dos estados de RS, SP, RJ, AL e BA. Os problemas das negociações são comuns em todos estes estados. Por isso, as direções sindicais vão reunir para definir encaminhamentos em nível nacional. O objetivo é forçar a retomada das negociações com melhorias nas propostas apresentadas. Na Bahia e Alagoas, foi rejeitado 7%; no Rio, 7,27%, ambos com DB Setembro(INPC 4,29%); e, no nosso caso, 7,7%, com DB Outubro (INPC 4,68%).

Neste encontro temos, além de definir uma proposta, considerando as diferenças do INPC para cada data-base, também iremos definir uma forte agenda de mobilizações.




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