SOCIEDADE EXERCERÁ PAPEL IMPORTANTE

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No domingo, dia 26, os brasileiros foram às urnas escolher o projeto de Brasil que desejam. Estavam em disputa dois projetos: de um lado, um projeto neoliberal, que já foi representado por FHC de 1995 a 2002 e agora defendido por Aécio Neves onde tínhamos altos índices de inflação, de desemprego e de juros, com ameaças sistemáticas aos direitos dos trabalhadores. Um projeto que defendia a lógica do estado mínimo, com a entrega do patrimônio público através das privatizações e era subordinado ao sistema financeiro internacional. De outro lado,  a continuidade de um projeto iniciado em 2003, com o presidente Lula, que vem transformando o Brasil, com uma política voltada em especial para os setores menos favorecidos da sociedade, com políticas sociais direcionadas à saúde, à educação, à casa própria e outros programas sociais como o Bolsa Família, que tirou da faixa de miséria mais de 40 milhões de famílias. Para os trabalhadores este projeto vem recuperando o valor do salário mínimo, garantindo salário e renda à população, fortalecendo o mercado interno. Além destas questões, muitas outras que envolvem a soberania do país, com o fim da dependência externa e da submissão ao FMI. Isto ajudou  assegurar que a  economia brasileira “resistisse” as crises internacionais, sem prejuízos para a população, mantendo os níveis de emprego, dos salários e a inflação sob controle.  Mas os brasileiros sabem o que significam os dois projetos e reelegeram a presidenta DILMA.

 

PAUTA DOS TRABALHADORES

Na pauta dos trabalhadores existem importantes projetos que tem que ser tratados, entre eles a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução dos salários; o fim do fator previdenciário; a reforma política. Também evitar a aprovação de projetos que tramitam no Congresso, como o PL 4330 (das terceirizações), os que tentam flexibilizar a CLT, e outros que terão uma forte pressão das bancadas patronais para serem aprovados.

A sociedade deve exigir que o governo amplie e fortaleça os mecanismos de prevenção e combate a corrupção através da Polícia Federal, do Congresso Nacional e do Judiciário.

Tem que avançar em várias questões mantendo os atuais níveis de emprego  e de salário, principalmente valorização do salário mínimo, a retomada do crescimento econômico e o controle dos juros.  Além disso, garantir os projetos sociais que estão em andamento, assim como seu aperfeiçoamento para abranger um número ainda maior de famílias.

Portanto, a tarefa daqui para frente será árdua. E implementar de fato o projeto político que escolhemos para o país dependerá de forma decisiva da participação e pressão da sociedade. E os trabalhadores, através de suas representações sindicais, centrais sindicais, federações e confederações, terão um papel decisivo.

 

PARA AVANÇAR NAS CONQUISTAS

Para manter e avançar nas conquistas e em várias questões que estão em aberto, a sociedade precisa se mobilizar e forçar o governo a avançar. Principalmente por que no novo Congresso cresceram as bancadas dos empresários, latifundiários,  representantes das classes dominantes que não querem perder  os seus privilégios. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), um dos Congressos mais conservadores desde 1964.




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