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SINDICALIZAÇÃO: MAIS NECESSÁRIA DO QUE NUNCA

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Os importantes direitos que os trabalhadores têm hoje são resultado de décadas de lutas e que só foram efeti­vados a partir da constituição de sindicatos. As entidades atuam em nome dos traba­lhadores, protegendo-os de enfrentamentos direto com as empresas, que causaria ame­aças, perseguições e demis­sões. Além disso negociando em nome de todos, o Sindi­cato tem muito mais força do que se cada um negociasse individualmente, já que a pro­porção de forças entre patrões e empregados é despropor­cional e geralmente acabam em ameaças de demissão.

OU ACEITA, OU RUA

Outra importante atua­ção é quanto a buscar direi­tos na Justiça. É do conhe­cimento de todos que um trabalhador, individualmen­te, dificilmente poderá en­trar na Justiça contra uma empresa, já que será demiti­do. Assim, em nome de con­tinuar empregado, muitas vezes tem que abrir mão de seus direitos.

É comum também os empresários “conversarem” entre si e, sabendo que um trabalhador colocou outra empresa na Justiça, evitam a contratação, uma prática que é ilegal, mas que ainda é muito comum.

Um bom exemplo da importância da atuação do Sindicato em situações como está é o recente processo do turno de 12 horas da Oxite­no. Apesar do Sindicato estar à frente da ação, houve forte pressão sobre os trabalhado­res, inclusive para que desis­tissem da ação que vinha há quase 20 anos lhes causan­do prejuízos. Se estivessem com processos individuais, certamente, em nome de permanecem empregados, teriam desistido de seus di­reitos. Mas uma atuação do Sindicato garantiu inclusive um acordo que possibilitou o retorno dos cinco grupos de 8 horas sem redução dos salários e adicionais.

CENÁRIO DEVASTADOR

Se em outros momentos os sindicatos e as centrais sindicais combativas já eram necessárias para garantir di­reitos, hoje, com as ameaças já sinalizadas, esta luta será ainda mais necessária.

O governo interino Te­mer vem sinalizando e afir­mando, publicamente, o ataque a diversos direitos trabalhistas, como aposen­tadoria, paridade do reajuste do salário mínimo, flexibiliza­ção da CLT. Fazem isso por­que sabem que a condição de negociação é despropor­cional, e pode resultar em intimidações e ameaças.

Portanto, frente a todas estas ameaças que se de­senham para um horizonte próximo, será fundamental fortalecer ainda mais o espí­rito de união e solidariedade entre os trabalhadores.

O padrão de Acordo e as conquistas que a categoria tem foram assegurados na luta ao longo dos anos com o sindicato atuando ao lado da categoria. O Acordo Geral, o de Turno e outras questões que vão desde a qualidade da alimentação, do transpor­te até questão da saúde e da segurança e previdência, são resultado desta luta. Por­tanto, não é por acaso que muitas empresas querem “riscar” os sindicatos da ne­gociação. É porque a nego­ciação individual fortalece o poder das empresas de bar­ganhar cada vez menos direi­tos em nome do trabalhador “permanecer” no emprego.

Não podemos nos iludir e achar que os empresários querem estas mudanças para melhorar a vida do trabalha­dor. Ao contrário. Precisamos fortalecer nossos Sindicato e estar preparados para os en­frentamentos que se farão necessários.

 

 




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