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SEGURANÇA É UM VALOR INEGOCIÁVEL NA BRASKEM?

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A Braskem trata sua visão prevencionista  como raiz de sua atividade industrial. Entende que seu futuro passa pelo reconhecimento da sociedade, de que a empresa tem um ambiente seguro e confiável para se trabalhar. Repassa a construção da confiabilidade à individualidade  de cada trabalhador que deve, sobremaneira, atender aos requisitos das Regras de Ouro, buscando o SEMPRE, para tentar chegar à uma excelência em SSMA.

Trata a segurança como valor inegociável. Monitora com esmero acidentes pes-soais e tem verdadeira fobia pelos ditos OPS, CAF, SAF. Cria ações políticas com nomes pomposos onde os trabalhadores são os atores principais, capazes de manter a empresa no caminho da excelência empresarial crescente, e afirma valorizar o bem maior de cada um, que é a vida.

Só que a Braskem, ardilosamente, esquece de alguns acontecimentos gravíssimos que estão acontecendo de maneira crescente embaixo literalmente do nariz de quem decide de forma maior.

Não querer ver os eventos gravíssimos que se acumulam, é uma grande falta de respeito com os milhares de trabalhadores do polo. Ter respostas que culpam desde as intempéries climáticas, sem reconhecer suas enormes falhas, beira a irrespon-sabilidade.

Cada um é, sim, responsável pela segurança em seus ambientes de trabalho. Desde que esses ambientes não estejam deteriorados por ações e mandamentos que fogem da governança de quem está diuturnamente nas diversas áreas da empresa.

Trabalhar por ambientes seguros e confiáveis está muito acima das regras impostas. É preciso ouvir, enxergar e convencer quem precisa ser convencido de que, se a empresa continuar no ritmo que está, breve-mente vai demonstrar para a sociedade que ela tanto preza, que seu ambiente de trabalho não é seguro, muito menos confiável.

 

NÃO SOMOS ESPECULADORES DO FUTURO

 

O Sindipolo, desde sempre, tem avisado: “não somos especuladores do futuro, mas trabalhadores que conhecem o chão onde pisam. É preciso mudar, olhar, ouvir e convencer quem precisa ser convencido para que as mudanças ocorram.”

A entidade continuará insistindo para demonstrar o que tem dito a respeito da segurança na empresa, mais precisamente, desde 2009. Como nossos múltiplos alertas não têm sido levado em consideração, estamos protocolando correspondências na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e no Ministério Público do Trabalho, solicitando audiência para tratarmos dos inúmeros acidentes que vêm crescendo assustadoramente na empresa.

Não podemos nos ater só em avisar. Como até agora tudo o que sempre dissemos parece não ser levado em consideração, é preciso ações interinstitucionais com o Po-der Público, para tentarmos correções e nos livramos de uma possível futura tragédia.

 

NÃO VÊ, NÃO OUVE E ESCONDE

 

A recente notícia da Braskem afirmando que reduziu em 90% a taxa de acidentes (com ou sem afastamento) em uma década, até 2012, mostra que a empresa não quer ver, nem ouvir e ainda esconde a realidade.

Os três seguidos acidentes graves no Polo de Triunfo (Acidentes Químicos Ampliados), fora os também graves sem essa configuração, não devem ter sido levado em conta nas estatísticas publicadas.

Excelência em SSMA não se constrói no papel. Se constrói com ações efetivas e correções que a Braskem sabe muito bem onde atacar.