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SEGURANÇA DOS TRABALHADORES NO POLO

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Afirmam inclusive que as atividades são “ilegais” e geram insegurança no Polo. Estas mesmas empresas, que nos últimos anos vem gerando evasões de emergência no Polo, causadas pela total falta de respeito da direção das empresas, pois diminuem efetivos mínimos, reduzem rotinas de manutenção, levando os equipamentos ao sucateamento, entre outros atos irresponsáveis com a segurança dos trabalhadores, meio ambiente e a população circunvizinha.

As empresas vêm sistematicamente reduzindo os técnicos de segurança em turno com a desculpa de que passam por uma crise e precisam se reestruturar. O mesmo ocorre na manutenção em turno, onde já tiraram os eletricistas e agora estão tirando os instrumentistas. Será que as empresas estão preocupadas com a segurança da planta, com a segurança dos que estão 24h trabalhando para gerar os excelentes resultados que as próprias empresas ostentam na bolsa de valores? Isto sem contar da redução absurda dos técnicos dos laboratórios e daqueles que operam as plantas, onde vem fortemente diminuindo, de forma vertical, a senioridade dos operadores.

Quando obrigam os trabalhadores, sejam eles da Brigada de Emergência ou não, a fazerem cursos normativos e não normativos por EAD (Ensino a Distância) não estão preocupados com a verdadeira segurança! Nem mesmo a patrimonial, já que tem seguro que paga, mas nossas vidas e o meio ambiente nenhum seguro vai repor.

Imaginem um Técnico de Segurança (TS) combater um incêndio por EAD! Será que consegue? Imagine uma manobra elétrica sem o correto procedimento da NR 10? Um curso virtual de Radioproteção, onde não tem como tirar dúvidas!

Fica fácil para a direção das empresas querer culpar depois que foi erro do trabalhador!! Quem não está vendo que houve uma drástica redução nos treinamentos práticos e teóricos (presenciais) com a Brigada de Emergência, por questões de custos?

 

ALÉM DO LIMITE TOLERÁVEL

A política de redução de custos das empresas está muito além do limite tolerável pelos trabalhadores, pelo poder público, pela sociedade como um todo. Não é só o não  pagamento das horas extras, mas fazer com que os  operadores, TS, técnicos do laboratório, da manutenção entre outros profissionais tenham jornadas estendidas, dobras, muitas vezes provocada por um número muito reduzido de trabalhadores em decorrência de afastamento, demissões ou férias.

É a gestão hipócrita do COBERTOR CURTO que já conhecemos destas empresas e que nunca estão satisfeitas com os imensos lucros do setor petroquímico.

Não faz muito tempo, estas gananciosas e mesquinhas empresas, vem demitindo técnicos de segurança e operação com larga experiência em emergências de sinistros e de operação, tudo com a desculpa de diminuir a folha de pagamento. Será mesmo que estes diretores estão preocupados com a vida e o meio ambiente?

Querem aumentar a produtividade até “arrebentar os tubos”, como recentemente já literalmente ocorreu.

Além desta postura administrativa das direções das empresas, as mesmas induzem e sustentam a prática do assédio moral, onde chefes intermediários, no afã de um futuro “promissor” se sujeitam a assediadores e praticam intimidações veladas.

LUTAR NÃO GERA INSEGURANÇA

Como podem as direções das empresas tentarem dizer que as mobilizações dos trabalhadores geram insegurança no Polo?

Quando as chefias escondem informações, quando estas são incumbidas de “a qualquer preço” reduzir os custos de produção!

Sim, são as direções das empresas os responsáveis por todo e qualquer acidente, seja de pequeno porte ou de âmbito ampliado. E nós trabalhadores não permitiremos paradas por este dano todo que estamos expostos em virtude do lucro acima da vida!




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