RISCO IMINENTE DE ACIDENTE GRAVE

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Sequência de acidentes

Uma seqüência de cerca de dez acidentes e emergências de alto potencial de dano pessoal, ambiental e material vem ocorrendo nas unidades da Braskem nos últimos 30 dias.

Recentemente ocorreu um incêndio no compressor da área 34, onde o PCEM conseguiu dominar e resolver a emergência, mesmo com a redução de TS imposta pela gestão inconseqüente e irresponsável da direção da empresa. Outro acidente grave foi com o compressor alternativo da área 13 quando literalmente “explodiu” e com muita sorte não gerou vítimas.

No dia 13/10, problemas no sistema de vibração levou aotrip (queda) de um dos compressores da Olefinas 1 (eteno), levando a serem tomadas uma série de medidas de emergência como retirada de fornos de operação. Mesmo assim gerou um desbalanço no sistema de vapor, levando a queda total da planta dois de olefinas. A chama do Flare foi vista de toda região metropolitana de Porto Alegre, chegando a gerar alerta na Defesa Civil.

No fim de semana dos dias 15 e 16/10, ocorreu um outro gravíssimo acidente, desta vez na área de utilidades. A caldeira 2 (46 GV 02) que retornava de manutenção obrigatória pela NR13, quase explodiu. O fogo no interior da caldeira saiu pelas BV’s (bocas de visitas), incendiando tábuas de andaimes e outros objetos que se encontravam próximos. Até onde foi apurado, este acidente foi devido ao problema no sistema de acoplamento do motor do ventilador de tiragem de ar induzido da caldeira. Isto resultou numa pressão positiva, colocando fogo para fora. Novamente neste caso os operadores conseguiram contornar a emergência.

Também tivemos  um acidente na PE4, que tinha tudo para ser mais grave, quando da queda do gancho da ponte rolante caiu quando levantava um equipamento por rompimento de um cabo de aço. No dia 20/10, um acidente na obra da Planta de Butadieno, vitimou um trabalhador que possivelmente teve fratura em um dos membros. Para esconder e não registrar aocorrência, o trabalhador saiu pelos portões dos fundos da UNIB.

 

GANÂNCIA ACIMA DA SEGURANÇA

A gestão da Braskem poderia ser considerada criminosa, pois se algum destes acidentes ocasionasse vitimas fatais, teriam que responder inquéritos criminais. O que esta ocorrendo não é por acaso. Tudo é conseqüência da ganância de querer fazer cada vez mais com cada vez menos gastos, técnicos de segurança, operadores, técnicos de manutenção diretos, manutenções preventivas, etc.

A cultura do individualismo da Odebrecht, imposta na Braskem, só poderia dar nisso. Aplica a lógica do PA, onde força cada trabalhador a olhar apenas para sua meta, ficando cego para o conjunto do sistema. Ou seja, colocaram no lixo a visão sistêmica, a cultura do trabalho em equipe que levou estas empresas a serem destaques em produção e manutenção,  gerando altís-simos resultados econômicos.

Exploração à exaustão

A idéia que fica é que a Odebrecht quer “sugar” e explorar à exaustão não só os trabalhadores, mas também os equipamentos, rodando até quebrar. Mesmo que isto resulte em risco de acidentes e até morte de trabalhadores e danos graves ao meio ambiente. O que importa a estes gananciosos diretores e gerentes é o lucro acima de tudo e de todos. Sabemos que além dos elevados salários que recebem, têm suas PLR bem acima dos demais. Em 2010 a “meia dúzia” de gerentes, ficaram cm 30% do montante total de PLR. Isto além de outras mordomias já conhecidas da gestão excludente da Odebrecht.

Os riscos iminentes que estamos vivendo dentro do Pólo, vem afetando a saúde dos trabalhadores, que estão sendo atingidos fortemente com sobrecarga de trabalho, excesso de horas extras, muitas cobranças das chefias em todos os níveis, que entram na onda da irresponsabilidade dos altos gestores para se promoverem, numa lógica individualista e perversa.

Será que as experiências vividas recentemente nas plantas industriais do Pólo da Bahia, onde a Braskem teve uma série de prejuízos, não serviram para nada? Lá eles já estão há oito anos e continuam fazendo coisas que não devem. Aqui, nestes quatro anos que estão administrando já ocorreram mais acidentes e com maior gravidade que nos últimos 28 anos. Não precisa bola de cristal para saber o futuro do Pólo se continuar este modelo de gestão.

Gestão insana

É inaceitável e não podemos concordar com esta gestão insana. Temos que criar formas e atitudes para modificar este modelo de gestão. Para isto, o empenho de todos se faz necessário, pois o discurso de segurança da Braskem é para o público externo achar que esta tudo sobre controle. Mas são as vidas dos trabalhadores que correm risco. E ela não tem preço! Não é possível aceitar trabalhar nestas condições. Denuncie as situações de trabalho sob pressão e com risco à vida.




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