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REUNIÃO TRATA DO ACIDENTE DE 11/12 NO RS

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Tivemos reunião com a Braskem, no último dia 27, para tratar sobre o acidente ocorrido na UNIB no dia 11 de dezembro de  2012. Nesta, questionamos pontos como as falhas na comunicação, efetivo reduzido na operação, grande número de dobras, a baixa senioridade nas plantas, a periodicidade das manutenções preventivas e inspeções e a permissão de acesso até a Portaria principal da UNIB para os terceiros e a comunidade.

A Braskem fez um relato sobre os problemas elétricos e de vapor da Útil e o vazamento de gás combustível na Olefinas I. O que foi tratado na reunião, tentamos relatar resumidamente abaixo:

A explicação da empresa foi de que o 47-TG-01 estava fora de operação para manutenção, pois fazia cerca de 8,5 anos que não sofria manutenção. Por motivos de descarga elétrica atmosférica a rede elétrica da CEEE saiu de operação. A UNIB para não perder a sua geração elétrica, pois trabalha em paralelo com a concessionária, teve que cortar fornecimento para as empresas da 2° geração, mantendo a UNIB em um primeiro momento.

Poucos minutos depois a rede externa voltou a operar, mas por motivos ainda não consolidados pela Braskem, não se obteve o paralelismo das redes externa e interna. Com isto foi acionado o sistema de rejeição de carga, que teve problemas, não identificando uma carga que já tinha sido retirada de operação, o 113-C-03. Assim o sistema foi bloqueado para retirada de outras cargas suficientes para manter os  geradores dentro da sua capacidade e garantir a operação dos  equipamentos mais críticos.

O compressor 113-C-03 foi o equipamento retirado pelo sistema de rejeição de carga, mas não confirmou que estava fora. Com isto o sistema travou, não dando continuidade na retirada de outras cargas para permitir que o 147-TG-01 permanecesse em condições normais de operação, visto que o 47-TG-02 estava sem condições de operação pela queima de um  fusível. Lembrando que o 47-TG-01 estava parado para manutenção.

Com a queda de energia interna faltou água para as caldeiras. Isto aumentou o risco de parada de todas as Unidades da UNIB e realizar uma parada de emergência  sem vapor é arriscado. O flare ficou  queimando os gases de processo sem a diluição por vapor, desde a falta de energia por cerca de 10 horas. Ficou queimando uma série de produtos, que geraram uma fumaça escura.

Nas demais unidades da Braskem, como nas outras empresas do Polo, os flares também estavam com emissão de gases. Segundo a Braskem, somente por volta das 15h é que foi possível normalizar e ter o controle das unidades da UNIB.

A Braskem ainda considera três motivos para o acidente: Queima de um fusível; Descalibração da válvula de controle do 47-TG-02; e falha eletrônica no controlador. A falta de energia e vapor também levou a perda de geração de Nitrogênio, não permitindo a produção pela White Martins pela falta de vapor, importante tanto para a parada das plantas como para as partidas, como inertizar tubulações e equipamentos.

Em linhas gerais, estas foram os principais esclarecimentos da Braskem sobre a ocorrência do dia 11 de dezembro.

 

CONSIDERAÇÕES E SOLICITAÇÕES DO SINDICATO

Após a explanação da Braskem do que foi a ocorrência, fizemos uma série de considerações conforme abaixo:

O Sindipolo solicitou então esclarecimentos sobre: as falhas de falta de comunicação aos trabalhadores e ao Sindicato; a falta de comunicação com as demais unidades da Braskem e com as demais empresas no Polo; o deslocamento dos trabalhadores diretos e terceiros; o deslocamento de alguns trabalhadores do posto 22 para frente da UNIB; o deslocamento dos trabalhadores terceirizados para a ACEB; a falta/demora no transporte para os trabalhadores envolvidos na emergência retornarem para casa.

SEM REDUÇÃO DA PLR

Também solicitamos que a ocorrência não resulte em diminuição na PLR dos trabalhadores; que  haja mais tempo de treinamento aos novos operadores e aumento da senioridade dos mesmos; e que seja repassado ao Sindipolo o Laudo da Inspeção realizado na tubulação de gás que rompeu.

Ainda que seja elaborado um Plano de Ação para a logística de comunicação ao Sindipolo, trabalhadores, demais empresas do Polo, comunidades vizinhas e órgãos públicos, e que seja feito um planejamento de realização de simulados no Polo e na UNIB.

Além disto, solicitamos cópia do Relatório de Análise do Acidente; das apresentações realizadas nesta reunião; dos Planos de Ações que estão e serão adotados para não ocorrência deste tipo de emergência; bem como da sistemática de coleta de material dos trabalhadores para exames clínicos e da participação do Sindipolo na Comissão de análise de acidentes.

Por fim, destacamos a necessidade da participação do Sindipolo no COFIP, para tratar das questões que envolvem a   segurança e meio ambiente; que em ocorrências de emergências como esta, não seja colocado em risco a integridade dos trabalhadores que atuam no setor de alimentação; seja criado uma logística de alimentação externa à fábrica; apresentada cópia do laudo da Siemens (fabricante da turbina), sobre a possível falha na válvula de controle (HP), bem como no controlador da mesma; que ocorra a antecipação da revisão do Análise de Risco da Olefinas 1 e 2 para o 1° semestre de 2013.

AUMENTO DO EFETIVO

Também solicitamos que seja aumentado o efetivo de operação e aumento da senioridade real em todas as áreas; cópia do laudo do fornecedor/fabricante do fusível que rompeu; cópia do Análise de Risco de Olefinas e Utilidades (Elétrica e Vapor).

Ficou agendada outra reunião do Sindipolo com Braskem, podendo ter a participação da SRTE-RS para final de março ou início de abril.




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