REUNIÃO ORDINÁRIA DA COMISSÃO NACIONAL DO BENZENO – CNPBZ

PUBLICADO:

REUNIÃO SINDICAL

Antecedendo a reunião que iniciou no dia 14 de agosto, os sindicatos Cipistas reuníram-se na sede do Sindiquímica em Salvador. Participaram da reu-nião entidades de todos os esta-dos onde existem empresas cadastradas no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que têm seus trabalhadores expostos ao cancerígeno Benzeno.

O evento sindical, que foi aberto às Cipas e GTB’s, iniciou com uma apresentação da representação da Secretaria de Saúde da CNQ que expôs, entre outros pontos, as intensas lutas sociais que levaram, através de pressões, à discussão e posterior assinatura do Acordo e Legislação do Benzeno.

Ficou claro para todos os presentes a importância da ampliação e disseminação do conteúdo do acordo, além da necessidade da participação sindical nas comissões estaduais e regionais. Terminamos nosso encontro com a expectativa de fazê-lo novamente na próxima reunião da CNPBz, que vai do dia 20 até o dia 22 de novembro, em Belo Horizonte.

Este evento da Secretaria de Saúde da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ) foi apoiado pelas direções do Sindiquímica e Sindipetro Bahia, que montaram a infraestrutura necessária para o sucesso alcançado.

 

REUNIÃO DA COMISSÃO

No primeiro dia de reunião, os componentes das três bancadas, em número de 30, participaram da visita técnica na RLAM. Esta refinaria, a primeira do Brasil (1950), que antecedeu inclusive a criação da Petrobras, havia sido visitada no ano de 2012. Na visita anterior, os trabalha-dores saíram estarrecidos com o que viram. Assistimos uma apresentação do GTB da empresa, que enumerou mais de 30 ítens que precisavam de adequações, sendo que, segundo os mesmos, mais de 100 itens poderiam ter sido demonstrados.

O que a comissão ouviu e viu no ano passado nas diversas áreas da refinaria melhorou.

Na visita do dia 14, nos deparamos com uma melhora significativa, mas muito longe dos patamares que se exigem para o fiel cumprimento do Acordo do Benzeno e salva-guarda da saúde e vida dos trabalhadores.

A Comissão foi bem recepcionada pelos gestores que assumiram a refinaria posteriormente à visita de 2012. Como de costume, ao final de cada reunião, as bancadas presentes fazem suas considerações e deixam suas recomendações para melhorias. Como o tempo se tornou es-casso, a bancada dos trabalhadores produziu um documento e o enviou ao coordenador da bancada dos empregadores e ao coordenador da CNPBz.

 

A REUNIÃO DA BANCADA DOS TRABALAHDORES

No dia 15, na parte da manhã, reuníram-se, no auditório da Fundacentro, Cipeiros, GTB’s e sindicalistas representando categorias de vários estados do País. Nesta, fizemos apreciações das atas da reunião anterior em Porto Alegre, além de discutirmos a pauta prevista para a “reunião oficial” na parte da tarde, onde participam somente os nomeados pelas centrais sindicais no MTE.

Em um segundo momento, houveram os depoimentos das categorias presentes, relatando más práticas, desmandos e descumprimento do acordo nos diversos segmentos. É de se lamentar que a preponderância das reclamações seja focada na maior parte na insistência capenga da Petrobras em interpretar a legislação vigente, fazendo com que muitos de seus trabalhadores, expostos ao cancerígeno, não tenham reconhecimento por parte da empresa.

 

REUNIÃO OFICIAL

Na tarde de quinta-feira, dando prosseguimento à reunião, reuníram-se as três bancadas para discutir uma pauta divulgada com antecedência e que é composta de assuntos que são solicitados pelos membros da CNPBz.

Cabe salientar que esta reunião, dita oficial, vem se transformando em discussões que não avançam. A própria pauta proposta ficou sem uma total apreciação e resolução por conta da intransigência patronal que vem, ao longo dos últimos tempos, de forma velada, tentando transformar e precarizar, com suas interpretações propositais, um documento do qual eles próprios são signatários.

Temos que lamentar que, em um grupo de representação tripartite tão importante, tenha-mos que usar grande tempo das discussões para responder educadamente as ironias e até o desrespeito da bancada patronal, que tem provocado com insistência, pretendendo com isso, que principalmente os trabalhadores se rebelem e fujam do padrão de educação e civilidade, o que poderia causar um grave rompimento.

Temos como líquido e certo que a patronal, tendo em vista seus problemas quanto ao cumprimento do acordo, gastos em manutenção e aquisição de novos equipamentos, além de outras questões, como as alíquotas previdenciárias devidas, se comporta desta forma por entender que tudo pode, inclusive desrespeitas as legislações vigentes.

Os trabalhadores, que têm sido respeitosos, querem continuar sendo, mas poderão chegar ao ponto de deixarmos de lado nossa salutar interlocução para passarmos para um patamar que sabemos muito bem fazer nos diversos sindicatos e, por conseguinte, junto às nossas bases de atuação.

 




DESENVOLVIMENTO BY
KOD