REUNIÃO DE PLR BRASKEM

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No dia 27 tivemos a primeira reunião de negociação da PLR Braskem. A Comissão de 13 pessoas representantes dos trabalhadoes, mais os 13 indicados pela empresa e o representante do SINDIPOLO devem debater as regras e metas referentes a PLR de 2013.

Este ano a Lei 10.101, que trata da PLR, foi modificada, definindo que a negociação de PLR seja entre uma Comissão paritária de representantes dos trabalhadores e a empresa. Também estabelece que nos acordos não tenham metas de PLR metas referentes a saúde e segurança no trabalho.

Na reunião a Braskem apresentou a proposta de um novo formato de acordo de PLR que trata da parcela da meta econômica. O EBITDA continua sendo o indicador, mas diferente de 2012 onde o EBITDA geral da Braskem tinha peso e continua de 15%, e da Braskem Brasil, de 35%, totalizando os 50% da PLR.

Agora ela propõem subdividir o EBITDA da Braskem Brasil em UNIB, UNPOL e UNVIN (vinílicos), com metas específicas para cada uma, que ela trata como “pequenas empresas”.  Por exemplo, para quem trabalha na UNPOL terá que atingir a meta de EBITDA da UNPOL que terá peso de 35%, mais o EBITDA geral da Braskem que terá peso de 15%. As duas somam no máximo os 50% que é o peso da parcela econômica (EBIDTA) na PLR. Os valores destas metas é quantificado em dólares.

A Braskem divide os trabalhadores em dois grupos. O Grupo 2 (G2) dos pelos vice presidentes, diretores e gerentes e o G1 formado pelo conjunto dos trabalhadores. A cada ano fica mais evidente que o trata-mento ao G2 é feito de privilégios, como se o valor gerado fosse obra somente destes “iluminados”!

PLR POR FAIXAS

A empresa ainda não apresentou à Comissão o valor total de PLR a ser distribuído em reais. Em 2012 este valor foi de R$ 218 MM (pactuado para todos os mais de quatro mil trabalhadores – G1 e G2). Esta valor não foi todo distribuído, pois o EBITDA ficou em torno de 60%. O que não foi distribuído ficou no caixa da Braskem.

A Braskem faz pesquisa anual de mercado de salários, de mão de obra/PLR, entre as empresas petroquímicas e químicas no Brasil. Dela, define o possível valor de PLR de seus trabalhadores. A pesquisa de 2012, repassada em janeiro aos RH’s, apontou um aumento mé-dio de 6% nos valores de PLR entre as empresas pesquisadas. Este percentual, em princípio, seria acrescentado ao montante de PLR.

Foi solicitado que a Braskem, na próxima reunião, informe melhor como é realizada a distribuição da PLR entre os trabalhadores e suas respectivas faixas (Júnior/pleno/sênior,etc) pois têm havido distorções neste rateio.

Foi informado pela Braskem que o resultado do primeiro trimestre ficou 17% acima da meta de EBITDA que era de US$ 402 MM e foi atingido US$ 470 MM.

COMISSÃO DEVE BUSCAR AVANÇOS

Já vimos este filme em anos anteriores. No início do ano vai tudo bem. Quando começam a fechar os PA’s (Programa de Ação) e chegar o fim do ano, as chefias já começam a dizer o inverso nos resultados da empresa.

A Comissão, com o apoio de todos os trabalhadores, tem que corrigir um grave erro que consta no Acordo de PLR. Os trabalhadores acidentados com afastamento, além de sofrer com suas perdas na saúde, ainda são penalizados com descontos na PLR. Com a mudança da Lei de PLR agora é proibida esta penalização. Com isso, deve ser corrigida a redação do Acordo.

Sabemos que as empresas tratam a PLR como um complemento aos salários. Por isso, elas  chamam de remuneração variável. Já os  trabalhadores, têm que lutar para manter os salários sem reduções de “custos fixos” e sem ser corroído pela inflação. Temos que buscar o aumento dos nossos salários, assim como da PLR.

A Comissão representante dos trabalhadores, não os substitui. Estes têm a obrigação de dar suporte à Comissão para que ela consiga avanços na negociação.




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