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REUNIÃO DA COMISSÃO NACIONAL PERMANENTE DO BENZENO

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No primeiro dia de reunião, foi feita a visita técnica da comissão na UNIB-3 do ABC. Esta planta já foi denominada PQU, incorporada pela Quator e hoje, pela Braskem. Nesta planta, na década de 90, existia um acordo coletivo entre sindicato e empresa que tratava de temas relativos ao Benzeno. Este acordo – o único no país – não foi renovado, já na época da Quator, passando a configurar uma grande perda para os trabalhadores.

As recomendações que são deixadas, após a visita da comissão deverão, por acerto entre as bancadas, serem alvo de reunião entre o sindicato local e a Braskem.

No segundo dia de reunião, na parte da manhã, ocorreu a reunião separada das três bancadas (Governo, trabalhadores e emprega-dores). Na parte da tarde, aconteceu a reunião das representações oficiais da comissão para discussão da pauta, onde constavam 13 ítens. Como o tema RLAN, relativo à visita técnica em março desse ano, ocupou muito tempo pela resposta da empresa ao grande número de denúncias do GTB local, não foi possível vencer a pauta pré-agendada.

O representante do GTB da RLAN convidado pela bancada dos trabalhadores a participar da reunião contradisse grande parte das afirmações apresentadas pela empresa, que continua devendo muito quanto ao cumprimento do acordo do Benzeno.

ACIDENTE DO TANQUE

DE NAFTA DA UNIB/RS

Com relação ao acidente do tanque de Nafta da UNIB-RS, que também estava pau-tado, ficou acertado que após a apresentação do rela-tório de investigação ser a-presentado na Comissão Estadual do Benzeno/RS, será feito um relatório à CNPBz.

 

SEMINÁRIO

A bancada dos empregadores apresentou, nesta reunião, a proposta de um seminário para tratar sobre o Benzeno.

Este tema já havia sido pauta de reuniões anteriores, e nos surpreendeu por chegar pronto com convidados internacionais já contatados e acertados sem consulta às outras duas bancadas da comissão. Esta formulação de uma só bancada, suspeita por querer trazer de volta o limite de tolerância (LT) para o Benzeno, foi de pronto rejeitada pela bancada dos trabalhadores, ficando a bancada do Governo, que revelou também grande desconforto de emitir uma resposta em até 10 dias.

 

MANOBRAS

Os trabalhadores não são refratários ao saber. O problema é que a Petrobras, com o seu dito “CORPO-RATIVO”, vem manobrando, desde o início do ano passado, para convencer órgãos governamentais a discutir ou responder a questionamentos que venham ao encontro do que eles querem, ou seja, trazer de volta o famigerado LT do Benzeno para poderem encaminhar, da forma que querem, seus problemas previdenciários.

É bom salientar que a Petrobras, sistematicamente, descumpre o acordo e legislação do Benzeno e que, em épocas anteriores, já propôs, pelo seu representante na comissão, um seminário que não chegou, por sua própria culpa, a se realizar.

Agora, com esse forte ataque ao VRT, que foi absorvido por todos os segmentos da bancada patronal, volta à carga e quer fazer um seminário dirigido, com palestrantes escolhidos pela empresa e que, possivelmente, tenham em suas teses exatamente o que ela quer fazer acontecer.

Seminário para ser aceito pelos trabalhadores, passa por uma comissão tripartite, por podermos escolher nossos palestrantes e, acima de tudo, colocarmos nossos pontos de vista em contrapartida ao que pensa e planeja a empresa.

Foi referido nessa reunião que os trabalhadores estavam retaliando pelo não acon-tecimento do seminário proposto anteriormente. Nossa resposta é de que esta acusação é mais uma forma de tentar nos pressionar para aceitarmos uma receita de bolo pronto que só agradaria o paladar dos proponentes.

Não somos refratários ao saber ou retaliadores. Somos, sim, coerentes com o que negociamos e assinamos em 1995.

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