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REUNIÃO DA COMISSÃO NACIONAL PERMANENTE DO BENZENO (CNPBZ)

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Será em Salvador na Bahia a segunda reunião ordinária deste ano  da  Comissão. A pauta proposta, passa por uma visita técnica no dia 3, na Unib 1 em Camaçari, dia 4 reuniões de bancadas na parte da manhã e a tarde reunião ordinária da Comissão, onde participam somente os  membros indicados pelo governo, trabalhadores e empregadores.

No dia 5 teremos uma reunião que tratamos como Plenária, onde participam só as bancadas do governo e trabalhadores. Essa reunião, hoje contestada pela bancada patronal, é realizada desde sempre na Comissão, mas passou a sofrer contestações patronais desde que os trabalhadores presentes começaram a demonstrar os  crescentes descumprimentos do Acordo do Benzeno em algumas empresas que se dizem signatárias do acordado em 1995. Essas demonstrações devem ter contrariado algum segmento participante, que gostaria muito de continuar interpretando o Acordo do seu jeito prepotente, frente aos trabalhadores expostos ao cancerígeno.

Essa restrição  demonstra claramente o atual procedimento patronal na CNPBz, ele é fruto de uma despropositada ação para cortar qualquer avanço e se possível tirar partes do que foi conseguido com muita luta pelos trabalhadores, que adoecem e ainda morrem, vítimas do cancerígeno benzeno.

Compreendendo a tentativa dos patrões de desconstituir um fórum legítimo, o MTE agiu e publicou a nota informativa de nº 43/2014, lembrando aos questionadores patronais  o que eles haviam acordado.

Para se ter uma visão exata da prepotência patronal, voltamos à reunião realizada em agosto de 2007, em Porto Alegre, onde foi acordado  que as bancadas de governo, patronal e trabalhadores realizassem visita técnica, reunião das bancadas, de negociação dos representantes com assento na CNPBz e de plenária com participação de todos os interessados.

Estamos indo para mais uma reunião com o firme propósito de negociarmos dentro de parâmetros que não permitam retrocessos no Acordo do Benzeno. Temos sido respeitosos com nossos oponentes, agimos para proteger  a saúde e a vida de quem representamos, mas entendemos que ações que queiram  fazer regredir nosso Acordo, terão as medidas cabíveis por parte dos trabalhadores.

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