REUNIÃO DA COMISSÃO DO BENZENO – CNPBz

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Novas ações da bancada dos trabalhadores

No dia 26 quando se rea-lizava a visita técnica na Usi-minas, os trabalhadores de todo o Brasil que não puderam ir, reuniram-se no SINDIPETRO-BH, para discutir boas práticas e outros assuntos referentes à saúde e segurança dos tra-balhadores expostos ao can-cerígeno benzeno.

Na tarde do dia 27, en-quanto se realizava a reunião ordinária da CNPBz, os traba-lhadores se reuniram para uma palestra com a Dra. Leiliane Coelho, vice-diretora da facul-dade de Farmácia da UFMG, que falou sobre Índices Bioló-gicos de Exposição (IBE). No último dia, 28, tivemos nossa reunião plenária, que é um mo-mento de grande importância para quem prioriza e valoriza efetivamente a saúde de todos os trabalhadores expostos.

É bom que se diga que a bancada dos empregadores não participa da reunião, para não enfrentar as denúncias dos vários descumprimentos do Acordo e sonegações de nexos causais de adoecimentos, principalmente nas áreas da Petrobrás, siderurgia e petro-química.

Atuação da

bancada patronal

É lamentável que a bancada patronal, orquestrada-mente, já há muito tempo es-teja atentando contra o Acordo que foi construído de maneira tripartite. Em alguns momentos chega a ser patética a sua atuação. As diversas negativas presentes em cada manifestação patronal querendo achar uma maneira sutil para não seguir ao acordado são naturais, apesar dos mesmos dizerem considerar saúde e segurança dos trabalhadores como prioridade.

É inaceitável que uma bancada de representantes de grandes empresas, negocie continuamente pensando nos desígnios de seus departamentos comerciais e jurídicos, tentando fazer-se entender como força ativa na busca de um meio ambiente de trabalho salubre, mesmo fazendo o que fazem. Os trabalhadores que vem adoecendo e morrendo em muitos segmentos são prova viva do descompasso entre cumprir e descumprir o estabelecido no acordado.

Parece que muitos desses negociadores têm em sua pupilas uma mancha em forma de cifrão.  Existe uma sistemática negação para reconhecerem suas áreas atulhadas de compostos químicos como altamente prejudiciais à saúde. Pensam exclusivamente em como fugir dos pagamentos da alíquotas referentes a aposen-tadoria especial e acham que esta concessão previdenciária é um privilégio e não uma necessidade de afastamento das áreas onde impera o perigo da contaminação continuada ou aguda.

É um pouco caso mesmo. Não adianta apresentarem programas, terem os melhores profissionais, se submetem a todos a uma gestão que faz adoecer física e mentalmente.

A bancada dos trabalhadores continuará buscando no diálogo ações que efetiva-mente contemplem a saúde de quem representamos. Mas não deixará de denunciar e ativar outras ações, se necessárias, para barrar o pouco caso de quem se acha intocável e nem corado fica diante de sua desfaçatez.

O SINDIPOLO esteve presente nas reuniões, assim como um representante do GTB da UNIB/RS.




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