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Reunião com a Braskem, dia 06/08.

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Abrigos e segurança nas Portarias

Esta foi o principal ponto de debate e cobrança à empresa na reunião. A falta de abrigos e a conseqüente falta de segurança para os trabalhadores, principalmente nas Portarias 1 e 2 da UNIB (Copesul) e na PP-2-PE-5 (Ipiranga) vem ao longo dos anos sendo um grande problema. Isto se agravou com a recente unificação do transporte administrativo, quando os terceirizados retornaram à Portaria 2 da UNIB.

Nos períodos de inverno e de chuva, é insustentável as condições em que os trabalhadores devem se deslocar nas Portarias citadas. Ficam expostos às condições de frio e de chuva, muitas vezes sujeitos a acidentes, por descerem dos ônibus e saírem correndo para escapar das intempéries.

No encontro foram feitas várias sugestões pelos sindicatos, a maioria delas de fácil e imediata implementação.

A partir dos relatos, o compromisso da empresa foi de que a situação dos abrigos na Portaria 1 da UNIB serão resolvidos definitivamente até o final do ano.  Em relação a Portaria 2, a situação terá uma solução até a parada de manutenção, em setembro de 2011.

O Sindipolo e o Sindiconstrupolo cobraram que, independente dos prazos para solução definitiva destes problemas, deve haver uma melhora imediata das condições nestas Portarias, não só da UNIB, como na IPQ e na PE-4 para os terceirizados.

 

Localização dos relógios ponto

Nesta questão, primeiro cobramos da empresa a posição de algumas “chefias” que, desinformadas ou mal intencionadas, estão, descaradamente, atribuindo a implantação do sistema de registro-ponto ao fato do Sindicato não aceitar Acordo Coletivo para o controle de jornada sem o registro.

Estas chefias ignoram que o que a empresa está fazendo é, nada mais, nada menos, do que cumprir o que a legislação estabelece. Segundo a Braskem, a instalação do relógio-ponto está sendo feita para atender o que exige a Portaria 1510, no Ministério do Trabalho e Emprego.

Reiteramos à empresa nossa posição de que o controle da jornada de trabalho deve ser através de registro-ponto, para assegurar o controle das horas extras e garantir que todas sejam remuneradas.

O problema é que a Braskem está instalando os relógios-ponto nos locais de trabalho e, em algumas situações, como manutenção e operação, é impraticável o registro. Pegamos como exemplo o caso dos trabalhadores que usam uniformes e EPIs e que tomam banho ao final das jornadas. Estes estarão registrando o início da jornada num horário superior ao previsto, assim como o registro do final será antecipado.

A situação é mais grave ainda para o pessoal de operação. Mesmo não havendo alteração na atual localização do relógio, o pessoal é obrigado a registrar o ponto depois de trocar a roupa, assim como para quem está saindo o registro deve ocorrer antes da passagem do turno e, conseqüentemente, do banho e da troca de roupa.

Os representantes da empresa ficaram surpresos com os relatos que  mostraram a dificuldade de fazer o que está sendo exigido. Ficaram de verificar e dar retorno ao sindicato.

Fomos contundentes na cobrança de que o registro de ponto deve  permanecer nas Portarias. Mostramos à empresa que a definição dos locais do relógio-ponto certamente estão sendo feitas por pessoas que não conhecem a dinâmica de trabalho.

Compenação para assistir  jogos da Copa

No levantamento que o sindicato fez, o número de liberações para assistir os jogos do Brasil na Copa, foi inferior ao número de compensações. Com isto, as atuais compensações para este objetivo deve ser, no máximo, até final de novembro. Segundo a Braskem,  pelos seus levantamentos, será até o final do ano. Foi acertado que os representantes do sindicato, mais os da empresa, que estão cuidando deste tema, reunirão para comparar os cálculos feitos e resolver a situação.

Ainda em relação ao registro do relógio-ponto, levamos ao conhecimento da empresa as situações de segmentos de trabalhadores que estão “excluídos” do registro ponto e, consequentemente, não receberão as horas extras efetuadas. Várias pessoas nesta condição não concordam com o que a empresa está querendo, e querem fazer o registro do ponto e receber as HE a que têm direito.

O sindicato deixou claro à empresa, que, para a entidade, só estariam excluídos do registro-ponto gerentes e diretores. Fora estes, os outros segmentos de trabalhadores devem fazer o registro-ponto e receber suas horas extras.

 

Mudança nos critérios de PLR

A Braskem está incluindo nos PAs do pessoal da UNIB, PPs e PEs, uma meta de cerca de 10% do EBTIDA individual. Este indicador é econômico e o PA é mais operacional. Portanto, a empresa não poderia estar fazendo o que pretende, até porque o valor do EBTIDA imposto para o critérios de PLR/2010 já é de difícil atendimento. Na reunião manifestamos nossa discordância com o que a empresa está tentando. O acordo de PLR já foi assinado e não podemos admitir mudanças nas regras de PLR, principalmente considerando que já se passaram sete meses de 2010.




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