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REDUÇÃO DE CUSTOS NA BRASKEM GERA INSEGURANÇA

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Hoje há entre os trabalhadores da Braskem uma sen­sação enorme de in­segurança devido as reduções de custos. Com as demissões e aposentadorias hou­ve uma forte queda na senioridade e isto, associado a um efe­tivo mínimo, é um presságio para acidentes que podem levar a consequências catas­tróficas. Estes avisos já estão surgindo em incidentes e acidentes, tanto com os tra­balhadores diretos, quanto terceirizados. Cabe aqui res­saltar o acidente com morte na PE-08, em São Paulo, no dia 11 de março último.

Alguns fatos para esta in­segurança são:

– certificação dos operado­res de painel e da área indus­trial de forma acelerada sem haver tempo para sedimentar conhecimento com o puro in­tuito de formar logo um “efe­tivo mínimo operacional”;

– treinamento por Ensino à Distância (EAD) das Normas Regulamentadoras do Traba­lho cujo objetivo principal é não gerar horas extras e com isso não ausentar o operador da sua área de atuação. Po­rém, isto gera um treinamen­to inadequado, já que não há como o trabalhador tirar pro­váveis dúvidas destes treina­mentos que irão nortear suas tomadas de ações numa área industrial;

– nas paradas de manuten­ção a operação tem que parar a área e realizar medições para liberação de serviços, com segurança. Devido ao baixo efetivo mínimo dos Téc­nicos de Segurança a opera­ção ainda tem que liberar ser­viços em espaços confinados;

– não recomposição do efe­tivo mínimo operacional na liberação dos operadores para exames periódicos no horário de trabalho;

– a redução do treinamento prático da brigada de emer­gência;

– Pressão das gerências so­bre os ROI`S para não haver dobra de turno e com isso os grupos estão trabalhando muitas vezes abaixo do efe­tivo mínimo operacional de segurança.

 

SINDIPOLO BUSCA REUNIÃO COM A EMPRESA

Infelizmente as afirmações citadas anteriormente têm causa­do sérias preocupações para os trabalhadores e sua representa­ção. Esta sistemática associada a pressão advinda daí, com certeza pode trazer à tona incidentes e acidentes que ninguém deseja.

O SINDIPOLO protocolou na empresa, no dia 8 março, um documento solicitando reunião com objetivo de abrir inter­locução e acompanhar mais de perto as questões de saúde e segurança na empresa. Se esse gesto de boa vontade do SINDIPOLO não puder ser concretizado, estaremos cobrando uma reunião conforme parágrafo segundo, da Cláusula 32ª do Acordo Coletivo vigente.