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Quem quer ser terceirizado? Ninguém!

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Nos dia 14 e 15 de agosto o Fórum Nacional em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Terceirizados promoveu em Brasília/DF o Seminário: “A Terceirização no Brasil: Impactos, Resistências e Lutas”, no qual o Sindipolo se fez presente, conjuntamente com vários outros sindicatos e centrais sindicais de todo o Brasil. Neste oportuno evento, do qual participaram mais de 500 pessoas, foi possível compreender com clareza as reais intenções da classe patronal em ampliar a precarização dos empregos em nosso País, bem como a necessidade imperiosa de a classe trabalhadora se organizar e mobilizar para evitar este dano irreparável.

A Terceirização no Brasil: barbárie

Não bastassem as terceirizações ilegais já existentes, a classe patronal, através de suas organizações como a CNI (Confederação Nacional da Indústria) se articula para potencializar a barbárie em nosso país.  A situação é gravíssima e como bem resumiu Paulo Schmidt, presidente nacional dos magistrados da Justiça do Trabalho: “O que está em pauta é a renúncia do país ao seu projeto de nação… o futuro que se acena aos filhos de todos nós é sombrio”.

A declaração acima foi apenas uma das inúmeras feitas durante o seminário ocorrido em Brasília dando conta do momento crítico e de lutas que se apresenta. Dados contundentes apresentados por entidades idôneas só confirmaram o que os trabalhadores já sabem: a terceirização é uma nefasta ferramenta que humilha o trabalhador, retirando-lhe a dignidade e seus direitos com o único objetivo de acumular riqueza.  Não é só o trabalhador “terceirizado” que é afetado. Os trabalhadores “diretos” ou “primeirizados” tem também a sua capacidade de organização e luta afetada, implicando também em perdas de direitos e dificuldade em avanços nas conquistas.

O Seminário demonstrou a disposição e a coalizão de organizações e agentes sociais como poucas vezes se viu no país, o que se comprova ao verificar as entidades apoiadoras presentes e, mais do que isso, a apresentação de importantes pesquisas realizadas para embasamento das teses e os debates qualificados realizados durante o Seminário objetivando a defesa dos interesses da classe trabalhadora e da sociedade.

Compromisso de luta dos trabalhadores

Mas o lado patronal também se movimenta (na surdina, pra não alertar os gansos) e está contra-tando juristas renomados a preço de ouro para defender o seu pleito que, travestido de moderno, é na verdade apenas o “vilipêndio ao trabalho”, nas palavras do Prof. Dr. Ricardo Antunes, Professor Titular de Sociologia da UNICAMP.

Por isso, o próximo período vai exigir dos trabalhadores muita disposição de luta. Não se trata apenas de resolver o momento presente e nossas necessidades imediatas.

Precisamos ter a visão histórica para compreender o que significará para os nossos filhos e as novas gerações a possibilidade de “terceirização de serviços para a atividade-fim da empresa”. É isso que está em pauta com a repercussão geral dada ao tema no Recurso Extraordinário RE 713.211/MG.

Pela riqueza de informações que o seminário proporcionou e a necessidade de aprofundamento e mobilização, iremos manter este tema em evidência sempre que necessário, inclusive por formas alternativas de divulgação.

O certo é que importantes ações como a elaboração de um plano de lutas e a defesa de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), já foram definidas após os dois dias do Seminário e as mobilizações dos trabalha-dores terão papel fundamental para barrar esta degradação social e articulada pela classe patronal.




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