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Protesto por mais segurança e pelo avanço nas negociações

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Trabalhadores, diretos e terceirizados, mais uma vez realizaram, ato em frente a Braskem. A atividade, que teve apoio de dezenas de sindicatos da região, foi para pressionar as empresas a retomarem a negociação salarial e para cobrar melhores condições de trabalho.

Os trabalhadores se vêem obrigados a ir a rua denunciar a política de (in)segurança nos ambientes de trabalho, que tem provocado inúmeras situações que já poderiam ter levado a um acidente ampliado na UNIB/RS.

A brutal rotatividade nos setores operacionais que foi multiplicada por cinco nos últimos anos, o baixo efetivo, a ampliação das terceirizações são alguns dos fatores que somados colocam em risco a saúde e a vida dos trabalhadores do Polo.
Danos ao meio ambiente

Na questão da segurança, não é demais repetir um alerta a comunidade que muitos dos elementos que hoje compõe a realidade do Polo são semelhantes às que existiam em outras épocas e locais no mundo que levaram a catástrofes.

Alguns acidentes de grandes proporções sinalizam alerta à comunidade do entorno das Plantas. Em agosto de 2008, por exemplo,  houve contaminação no SITEL e os trabalhadores tiveram que ser retirados de sua área de trabalho. Mais recentemente,  na Planta de Eteno Verde, falava-se de um suposto vazamento “não encontrado”, mas o que estava ocorrendo, era o descarte de produtos ou rejeitos desta área para o esgoto pluvial, contaminando a Bacia Sete. Esta contaminação foi tão grande, que atingiu a flora e a fauna do Parque Ambiental, sendo que o material contaminado está até hoje sendo retirado.

A empresa se defende nos meios de comunicação alegando excelência na  segurança. Mas são os trabalhadores que sentem na pele os efeitos da política das empresas, principalmente da Braskem.

Trabalhadores querem retomada das negociações
Durante a manifestação, os trabalhadores cobraram fortemente das empresas a retomada das negociações. Lembraram que o processo acontece num momento em que o setor comemora, segundo a ABIQUIM, o melhor ano da década. O setor petroquímico e do petróleo foi o que mais contribuiu percentualmente para atingir o PIB brasileiro de 2010. Mas, a despeito deste resultado, oferece aos trabalhadores um reajuste menor do que o oferecido a categorias de outros setores com menor participação (o automobilístico por exemplo).

Além disso, os reajustes que as empresas vem aplicando nos últimos anos não implicam em um gasto proporcional na folha de pagamentos. Devido a grande rotatividade que vem ocorrendo nos últimos anos a média salarial nas empresas do Polo mal repõe o INPC do período. A remuneração média dos petroquímicos, que em 2009 deveria ter aumentado 6% ( já que este foi o nosso reajuste no ano passado), aumentou apenas 5%. Em algumas empresa ou sites este número é absurdamente menor. É o caso da UNIB onde a remuneração média da 2008 para 2009 aumentou apenas (pasmem) 1,2%. Esta é mais uma maneira das empresas  aumentarem seus lucros.

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