POVO NAS RUAS EXIGE POLÍTICAS PÚBLICAS

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O SINDIPOLO, junto com alguns setores da Central Única dos Trabalhadores, do Partido dos Trabalhadores e de outros movimentos sociais,  defendiam, desde o início do governo Lula, em 2003, que a CUT, o PT e os movimentos sociais deviam ir para as ruas disputar os rumos do governo. Alertavam que se não fizessem, a direita o faria.

O objetivo dos movimentos não era fragilizar ou desconstituir um projeto ou um governo, que teve amplo apoio dos trabalhadores. O objetivo era garantir que o governo Lula implementasse tudo que foi prometido, desde a primeira eleição que concorreu, em 1989. Mas o que defendíamos não foi implementado.

Agora, a sociedade se manifesta nas ruas e mostra, aos setores que não entende-ram a disputa que havia, e ao não aceitar o que era proposto, teve que se mobilizar a reboque das manifestações que tomaram conta do país.

Pelo que entendemos, esses protestos deveriam ser liderados pelos sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais organizados, com direção e uma pauta bem de-finida em defesa de mudanças que de fato beneficiem os trabalhadores e o conjunto da sociedade, fundamentalmente os setores mais pobres da população.

 

RESPOSTAS EM TODOS OS NÍVEIS

Agora, frente a proporção que tomaram as manifestações, reunindo milhões de pessoas que tomaram as ruas, não só nas capitais, como também em muitas cidades das regiões metropolitanas e dos interior dos estados, o governo federal, os estaduais, municipais e até o Congresso Nacional, foram “obrigados” a tomar uma série de medidas para tentar dar uma resposta à sociedade. Entre as principais medidas estão a PEC 37, rejeitada pelo Congresso, a definição de recursos dos royalties para saúde e educação, um pacto com governos municipais e estaduais para resolver os problemas do transporte público e de mobilidade urbana, entre outros.

O Congresso foi forçado a se movimentar e a redirecionar a tendência de aprovação de projetos que estavam trancados há anos, que resultariam em retrocesso do ponto de vista do estado democrático de direito. Era o caso da PEC 37, que acabava com o poder de investigação do MP, que passou de uma forte posição de aprovação, para rejeição por 470 votos contrários a nove a favor.

 

 




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