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PLR NA BRASKEM: EMPRESA RESISTE A QUALQUER AVANÇO

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A negociação com a Braskem encerrou com ape­nas duas reuniões e não trou­xe nenhum avanço aos traba­lhadores. Na última reunião o SINDIPOLO, juntamente com componentes da comis­são que integram a direção do Sindicato, apresentaram em torno de 10 pontos nos quais julgavam haver neces­sidade de alteração.

A primeira alteração des­tacada diz respeito a própria condição de negociação, ou seja, não é aceitável que re­presentantes dos trabalhado­res se exponham numa mesa de negociação sem nenhuma garantia, como as que se atri­bui aos membros da CIPA por exemplo.

O que ocorre, conse­quentemente, é que a ne­gociação de fato não existe, portanto, não cumpre o re­quisito formal de negocia­ção. Os trabalhadores não têm como cobrar uma posi­ção mais firme dos membros eleitos, o que muito convém a Braskem, que vê aprovado o que quer.

A complexidade do acordo não permite que se descreva detalhadamen­te tudo o que foi discuti­do, mas todos os pontos já elencados no último boletim EM DIA foram abordados e de fato NENHUM avanço foi admitido pela empresa. Como a maioria da comissão aprovou a proposta, segue valendo a fórmula: O traba­lhador sabe o que poderia receber de PLR com a cer­teza de que aquele valor ele NÃO receberá, restando-lhe apenas se esforçar o ano in­teiro para perder menos. Em alguns casos, nem mesmo o seu empenho será útil como exemplo o uso de táxis e re­dução de horas extras, pois não tem como o trabalhador interferir na melhoria destes indicadores que dependem de necessidade e controle da empresa.
AFASTAMENTOS POR ACIDENTE OU

DOENÇAS NÃO OCUPACIONAIS

Apesar das argumentações, a Braskem foi inflexível na sua posição em todos os pontos discutidos. Havia reais pos­sibilidades de melhorias em transparência, objetividade e de justeza na proposta. Mas a crueldade descarada, atrás do escudo dos “princípios da TEO” se verificou mais ainda na questão do não pagamento de PLR aos afastados por mais de 90 dias por acidente ou doença não ocupacional. Ou seja, períodos com mais de 90 dias serão descontados proporcionalmente da PLR. Nesta situação, adversa e invo­luntária, qualquer trabalhador pode se encontrar eventual­mente e é o momento em que mais precisará de recursos que representam pouco se comparados ao total distribuído. Certamente não haverá aumento de produtividade e com­prometimento dos trabalhadores com o recado dado que, vale lembrar, não é especificamente para “um eventual tra­balhador afastado”, mas para TODOS, já ninguém está livre de se ver nesta situação.




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