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PLR Braskem: Unidade para avançar

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Nesta terça-feira, dia 5, às 8h30, na UNIB-RS, ocorrerá a segunda reunião para dar continuidade na negociação da PLR de 2011.

Na verdade, queremos realmente que seja umanegociação de fato. Mas o desrespeito da Braskem com seus trabalhadores, o que infelizmente não é novidade, também ocorre nas reuniões de PLR, desrespeito com a Comissão e com quem ela representa.  Começa por colocar gerentes na Comissão de PLR. Estes não foram eleitos e estão ali para defender seus milhões de reais que irão receber; desrespeito por não reconhecer a necessidade de estabilidade à Comissão, pois ela representa os trabalhadores, e não os substitui.

A ardilosa Braskem se beneficia da imensidão do Brasil, para realizar reuniões regionais de PLR e tirar proveito das circunstâncias. Já colocamos para a empresa que a negociação tem que ser única e em nível nacional.

Para algumas coisas, ela quer padronizar (aplicar suas sinergias) em nível nacional. Para outras, como PLR e salários, ela regionaliza, sempre tirando vantagens sobre os trabalhadores.

Provavelmente nesta reunião, a Braskem irá pressionar a Comissão para assinar um Acordo de PLR do jeito que ela quer. Tendo uma Comissão sem estabilidade já podemos imaginar o que possa ocorrer.

Na proposta dela, que não pode ser aceita, tenta consolidar um “aparthaid” social entre os diretores e gerentes, com seus milhões e os trabalhadores, com suas “merrecas”.

A Braskem chegou no Polo/RS ditando um enorme redução nos pagamentos de PLR. O que se tinha em média de quatro salários, hoje não passam de dois.

Além disso, continua discriminando os trabalhadores que pedem demissão. Estes não estão recebendo a PLR e a Braskem ainda os rotula de “traidores”.
Também os acidentados e adoecidos que ficam afastados tem suas PLRs reduzidas. Com isso, tenta fazer com que estes omitam os acidentes que ocorrem nas fábricas para tirar mais vantagens no pagamento da PLR e de impostos.

Reafirmamos

Reafirmamos que o Acordo deve melhorar muito. Além de outros pontos, temos que avançar na:

– Margens de tolerância de 50% a 150% na meta do EBITDA;

– Garantir um pagamento mínimo de PLR de DUAS remunerações;

– Retirar a meta de acidentes (CAF/SAF);

– PLR para os afastados por acidentes, doenças e os que pedem demissão;

– Fim das redundâncias de metas nas aplicações do cálculo da PLR;

– Fim das diferenças na PLR entre regiões, unidades, setores e função.

Reuniões de PLR estão ocorrendo nas outras regiões do Brasil onde a Braskem vem impondo a sua prática de precarização. Temos que nesta reunião, avançar para os padrões de PLR que já foram praticados em passado recente aqui no Polo.