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PLR BRASKEM: PRIVILÉGIOS PARA AS CHEFIAS

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Já demonstramos em boletins anteriores o quanto diminuiu a PLR para os trabalhadores da Braskem, principalmente para os das empresas incorporadas de 2007 para cá. Estes recebiam PLRs na faixa de três a seis salários brutos. Aplicada em 2010 e 2011 a sua fórmula retirou da maioria para privilegiar diretores e gerentes.

Em 2010, quando o valor de EBITDA ficou acima da meta imposta pela empresa, o Grupo 1 (G1) composto pela maioria dos trabalhadores, teve um incremento de 1,5% no valor da PLR. Já para uma pequena parcela, Grupo 2 G2), composta por diretores e gerentes, teve um incremen- to de 30% sobre seus valores pré estabelecidos de PLR.

Sabemos todos que a PLR deste G2 gira na casa dos milhões de reais. Na PLR/2011 com o argumento de que não foi atingido o valor da meta do EBITDA, a direção da empresa foi “boazinha” e repassou para o G1 o mesmo índice do realizado da meta, ou seja, 80,8%.  Enquanto que para os já privilegiados do G2 que tem como meta o Lucro Econômico (LE), que ficou em 49% do valor da meta, mas ela bonificou com mais 16%, chegando ao valor de 65%. O que podemos dizer desta política gerencial é que é deles para eles!

 

PLR Braskem: Não  podemos esquecer

Até 2007 a média de PLR no Pólo era bem maior. Quando a Odebrecht/Braskem assumiu o controle das antigas Copesul, Petroquímica Triunfo e Ipiranga, que pagavam PLRs em quatro a seis salários brutos, além das que já tinha (OPP PE e PP) tratou de retirar benefícios e conquistas dos petroquímicos, sendo a PLR um deles. Hoje a média na Braskem fica na casa de 1,8 salários, enquanto nas empresas incorporadas esta média variava de quatro a seis salários.

Na prática o que ela retirou de PLR de um grupo de trabalhadores, o G1, repassou para o G2 (diretores e gerentes). De quebra baixou a média do Pólo, dado o tamanho que a Braskem se transformou.

Destacamos que, infelizmente, não foi a PLR das demais empresas do Pólo que aumentou, e sim a da Braskem que baixou, já que detém mais de 80% da mão de obra.

A Braskem quer apagar da nossa memória as PLRs que foram praticados num passado recente. E se eram possíveis de serem praticados nas antigas gestões, com lucros menores que agora, por que esta Política de redução sistemática e de privilegiamento para um grupo de Diretores e Gerentes?

 

 

E A PLR 2012?

Já estamos em final de MAIO e até agora a Braskem não chamou a Comissão de PLR para tratar reunião alguma para tratar valores e metas a serem atingidas e refletidas na PLR deste ano. Isso  apesar da empresa já ter sido cobrada várias vezes. Os valores de EBITDA do primeiro trimestre de 2012, segundo a direção da empresa, estão acima do esperado. Para que não se repita a imposição de números mágicos que privilegiam uma minoria em detrimento da maioria – que nesta hora parecem não ser tão integrantes assim – temos que reunir urgente a comissão.




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