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PLR BRASKEM: falta transparência e solidariedade

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Inicia com atraso e sem instrumentos que garantam efetivamente uma negociação a discussão sobre PLR na Braskem.

Para começar, se o acordo e a participação a ser paga terá os mesmos critérios no paí s inteiro, porque negociar regionalmente? Esta é a primeira e grande barreira a ser superada. Na reunião ocorrida no dia 22 de junho, esta foi uma das questões levantadas pela comissão. Uma negociação nacional é necessária e se não acontecer esse ano precisa ser implementada em 2012. Além desta questão os seguintes pontos foram levantados – após a apresentação da proposta da empresa – para iniciar as discussões:

– Aumentar as margens de tolerância para 50% tanto para mais quanto para menos na meta de EBITDA. A proposta da Braskem é de 85% para menos e 115% para mais .

– Garantir um pagamento mínimo de PLR de 2 remunerações.

– Retirada da meta de acidentes como fator que impacta no PA.

– Pagamento de PLR para trabalhadores afastados por acidentes do trabalho e por doença.

– Pagamento de PLR para os trabalhadores que pediram demissão.

– Fim das redundâncias nas aplicações de metas no cálculo da PLR.

– Fim das diferenças entre PLR pagas entre trabalhadores em função do setor e unidade em que trabalham. Dividir linearmente o montante a ser distribuído.

– O montante a ser distribuído a título de PLR a todos (grupo 1 e 2) se atingidas as metas determinadas será de R$ 218,5 milhões. Não foi revelado pela empresa o quanto será para cada Grupo. Em 2010 foi imposto R$ 181 milhões para um número de 6.324 trabalhadores (gerentes e diretores juntos). Foi pago, segundo a empresa, 201,9 milhões a 6.748 trabalhadores, também não quis revelar o quanto para cada Grupo. A empresa diz que pretende ter 6.850 trabalhadores até o final de 2011.  Percebe-se que o incremento no pagamento não cobre o aumento de trabalhadores. A PLR a ser paga, não bastassem os critérios redundantes e injustos será, pela proposta apresentada, menor que a de 2010.

 

Aposta no individualismo

O mecanismo de distribuição de PLR da BRASKEM carece de transparência e aposta no individualismo e falta de solidariedade. São vários os exemplos, a começar pelo não pagamento ao acidentado afastado. Este sofre alem do acidente em si, pelo impacto do período não laborado não pago e pela influência na parcela paga. Um absurdo. E o que dizer da diferença secreta entre os Grupos 1 e 2? Se há justificativa para haver diferença na PLR, os trabalhadores têm direito de saber de quanto ela é. Mantê-la em segredo é admitir a sua impropriedade ou, no mínimo, o exagero na diferença.

 

Transparência é preciso

Outros esclarecimentos e procedimentos foram solicitados em nome da transparência no processo de negociação: Dados sobre a evolução do EBITDA em relação ao montante distribuído nos últimos anos; Padronização nos critérios de avaliação da Parcela Atribuída pelos P&O´s e chefias; Reuniões trimestrais de acompanhamento dos resultados das metas; Aplicação de medidas de contrapartida para possibilitar o atingimento de metas. A próxima reunião será no dia 5 de julho.

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