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PLR 2015 LANXESS

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A PROPOSTA DA LANXESS  A proposta apresentada pela LANXESS reduziu de 90% para 80% o mínimo de atingimento da meta de EBITDA a partir do qual passa a pagar PLR. Neste caso prevê pagamento de 50% da remuneração contada para atingimento de 100% da meta. As remunerações para 100% da meta atingida variam de 2,2 (a grande maioria) até 3,3 (gerentes executivos). Em 2013 o mínimo a partir do qual seria pago PLR era do percentual de 75%.  Da meta de EBITDA o máximo que se pode dizer é que PARECE realista. Com as informações que se tem é isso: apenas parece. Os trabalhadores deveriam ter informações suficientes para saber que a meta é possível. Não se trata de garantia absoluta, mas de saber que, havendo esforços a meta pode inclusive ser superada. Lembrando que nos últimos dois anos a meta não foi atingida. O incentivo para atingir EBITDA acima da meta tinha um incremento de 200% em outros anos, ou seja, poderia pagar até 4,4 remunerações no caso de atingir 15% acima da meta. A proposta da LANXESS teve alterações para pior. Com a atual proposta pagará apenas 150% (3,3 remunerações) e ainda será preciso alcançar 20% acima da meta. Sabe-se que a meta já é difícil de ser atingida, tanto mais 20% acima.

COMO SE EXPLICA?  Dada a similaridade de metas de EBITDA de 2014 e 2015, o que justifica que em 2014 a empresa poderia pagar até 4,4 remunerações e em 2015 somente 3,3? Com o agravante de ter diminuído o incremento por ponto percentual, já que para alcançar 3,3 é preciso alcançar 20% a mais ao invés de 15%.  Alterações que implicam em incremento de “prêmio” ou mesmo de não pagamento feitas ano a ano não deveriam ocorrer. A discussão deveria ter foco na meta de EBITDA, com regras já definidas para as demais condições. O que se pode deduzir com esse comportamento é que a empresa ao diminuir o prêmio máximo acima da meta o faz por saber que este é atingível, ou por outro lado quando aumenta o prêmio é por que sabe que dificilmente poderá ser alcançado. Além do mais fica em segundo plano ao que deveria ser o principal, a meta. Se há boa-fé não é isso que está ocorrendo, mas se houvesse boa-fé não deveríamos estar também reunidos em uma só mesa nacional de negociação? Não há impedimento legal para isso, apenas a intenção de dividir para enfraquecer e impor um acordo.     PONTOS DESTACADOS Na medida do possível estamos criando listas de e-mails para podermos nos comunicar e construir uma contraproposta unificada. Alguns pontos já foram apresentados pelos sindi-catos que participam das negociações: Formação de comissão de negociação nacional. A garantia de emprego aos representantes eleitos pelos trabalhadores, nas condições previstas aos CIPEIROS. Não extinção da comissão após a assinatura do acordo, para possibilitar a sequência de acompanhamento de re¬sultados. Alteração da cláusula VIII do acordo anterior. Maior acesso a informações sobre fundamentos que levam a meta de EBITDA. A linearidade dos pagamentos;  A incorporação aos salários de parte da produtividade alcançada. Pagamento da PLR para os trabalhadores das terceirizadas. Em caso de um “não atingimento” das metas, a execução de pagamento proporcional à PLR 2015. Inversão da tabela de pagamento dos múltiplos salários, de forma que quem tem os menores salários receba mais e quem recebe os maiores salários receba menos. Pagamento de 3,3 salários para 100% da meta para todos.       CONSTRUINDO A CONTRAPROPOSTA Utilizando-nos dos meios que dispomos vamos construir uma contraproposta unificada até as próximas reuniões. Portanto, é hora de discutirmos e manifestarmos aos integrantes das comissões quais são as nossas prioridades e qual é a nossa proposta para o acordo. Em Triunfo as reuniões estão previstas para ocorrer no dia 10 de junho.