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Petroquímicos reajem com paralisação a proposta das empresas

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Os trabalhadores petroquímicos da Braskem e demais empresas do Pólo realizaram, na madrugada, paralisação do turno que iniciava a zero hora. Cerca de 200 pessoas ficaram das 11h30 do dia 26 até após as 4h do dia 27, paralisados no recuo do Posto de combustível próximo a Polícia Rodoviária, no km 423,da BR 386 (Tabaí/Canoas).

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Triunfo/RS (Sindipolo), Carlos Eitor Rodrigues, a reação foi imediata a apresentação da proposta de 8% oferecida pelas empresas e rejeitada na mesa de negociação pelo Sindicato. “Os trabalhadores entenderam a proposta como uma afronta e uma provocação”, disse ele, lembrando que estes 8% já foi rejeitado na Bahia e em Alagoas há quase um mês.

Esta é a segunda paralisação em uma semana. No dia 19/10, a categoria realizou uma manifestação envolvendo todos os trabalhadores administrativos mais os de um turno, cerca de 1.500 pessoas, também por cerca de cerca de 4 horas, rejeitando a primeira proposta das empresas, que ofereceram 7,8% de reposição. Na avaliação do Sindipolo, a proposta não avança nem em relação ao índice, nem quanto às demais demandas dos petroquímicos.

Para o presidente do Sindicato, a categoria está unida e consciente da necessidade de fazer mais manifestações e até paralisações para forçar as empresas a avançarem na negociação. “A proposta rebaixada criou um clima de revolta e indignação que não víamos desde as grandes greves e manifestações do final da década de 80, início da de 90”, lembrou ele.

A expectativa do sindicato é que as empresas revejam sua posição e nos próximos dias marquem nova reunião de negociação com avanços efetivos na proposta. Os trabalhadores querem 13,6% de reajuste, auxilio educação, licença maternidade de seis meses e equalização do acordo do Pólo para os trabalhadores de todas as empresas, entre outros itens.