Para petroquímicos, Planta de Eteno Verde não é tudo maravilha

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A inauguração da Planta de Eteno Verde da Braskem, que deveria ser um motivo de satisfação e orgulho, para os trabalhadores da Braskem, não é. A nova Planta significa acidentes, precarização das condições de trabalho e desrespeito a legislação trabalhista. Durante as obras, foram muitos os trabalhadores acidentados, que sequer tiveram suas CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho) emitidas pela empresa, o que é ilegal.

Além disso, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Triunfo (SINDIPOLO), dos cerca de R$ 450 milhões para a construção da Planta Verde da Braskem, 70% são do BNDES que é dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Dos 30% restantes, 40% é da Petrobras. Ou seja, mais de 80% do custo da planta é de recurso público e foi financiada pela sociedade. “A Braskem ir para a imprensa dizer que está investindo no Estado, e que está gerando empregos é um deboche com a população gaucha, pois para operação da Planta, não foi criado um único novo posto de trabalho direto”, alerta o presidente da entidade, Carlos Eitor Rodrigues.

Segundo ele, desde que o Polo Petroquímico de Triunfo passou para o comando da Odebrecht/Braskem, em 2007, já foram demitidos cerca de 550 trabalhadores das antigas empresas Copesul, Ipiranga e Triunfo.  “Todas as demissões foram feitas pela Braskem e pelo ambiente de terror que esta empresa criou no Polo Petroquímico, com constantes ameaças de cortes de direitos, instabilidade, reforçadas por uma gestão perversa e desumana, que não respeita os trabalhadores e o povo gaúcho”. Para Eitor, é inaceitável a forma como a Odebrecht/Braskem vem tratando a categoria. “Usa dinheiro público para crescer, mas corta direitos e demite”.

Ele lembra que quando do lançamento da pedra fundamental da Planta, em 2009, os trabalhadores denunciaram esta situação. “Mas até agora, diz, a situação só se agravou”.

Eitor afirma que os trabalhadores continuarão lutando contra as demissões e denunciado à sociedade a realidade em relação a Braskem. “A imagem de responsabilidade ambiental que a empresa está tentando passar com a Planta de Eteno Verde não irá se sustentar frente a forma danosa e perversa como esta empresa trata as pessoas, a segurança e o meio ambiente”, finaliza




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