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OXITENO IMPÕE TERROR PSICOLÓGICO

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A situação na Oxiteno, em função da ação que busca o reconhecimento da ilegalidade do turno de 4 x 12 imposto pela empresa desde 1995, está ficando insustentável. Há um total desespero da empresa, que tem cometido assédio moral escandaloso. Na sexta-feira posterior a decisão do TRT, colocou os líderes trainees em uma  sala, exigiu que desligassem seus celulares e os colocassem sobre a mesa. Depois descarregou  todo seu desespero , em função da decisão do TRT favorável aos trabalhadores. A partir daí, começou um processo violento de pressão, obrigando os turneiros a assinar documento a procurarem advogados para abrirem mão da ação.

Oxiteno continua com sua truculência

Ao que parece, a Oxiteno não aprendeu coisa alguma. Durante 17 anos vem obrigando os trabalhadores do turno a assinarem supostos acordos, que conforme decisão do TRT não têm validade alguma, tentando inclusive impedir a ação coletiva do Sindicato ainda em primeira instância e faz o mesmo agora com a decisão do TRT. Até onde vai a empresa?

O que a Oxiteno está fazendo com os turneiros, já é do conhecimento do  Ministério Público do Trabalho que está acompanhando esta questão. Há inclusive evidencias testemunhais destas atitudes da empresa. Além disso, há denúncias em outros órgãos públicos que tratam desta questão.

Sindicato buscou reunião com a direção da empresa

O Sindipolo solicitou uma reunião com a direção da empresa em SP para tratar da pressão e ameaça que a empresa tem feito sobre os turneiros aqui no sul, mas a mesma se negou a tratar a questão. Isto reafirma a postura descabida da Oxiteno, que em vez de resolver a questão continua piorando sua situação.

É evidente que a base jurídica e legal que a direção da Oxiteno está tendo está equivocada e não se sustenta judicialmente. Inclusive esta é a razão do desespero de determinadas chefias. Isto está  desencadeando um processo de evidente agressão psicológica sobre os trabalhadores.

O sindicato está buscando de todas as formas, garantir que os trabalhadores não sejam obrigados a se submeterem as pressões e ameaças da Oxiteno, para desistirem da ação coletiva movida pela entidade, contra o ilegal regime de turno de 4 x 12.

Mesmo que ela consiga, através da ameaça e pressão, tais documentos com as concordâncias dos turneiros em abrir mão da ação, que estes não tenham qualquer validade. Afinal de contas, a pressão é sobre cerca de seis trabalhadores por turno. Assim, fica difícil suportarem a pressão e as ameaças da empresa.

Tortura psicológica vem de tempos

O que a Oxiteno está fazendo, além de ilegal e imoral, evidencia uma verdadeira tortura psicológica. Há um ostensivo e agressivo assédio moral, com toda ordem de pressões e ameaças.  Isto está levando os trabalha-dores ao limite e a um processo que pode desencadear inúmeros problemas de ordem mental, que acabam configurando inúmeros problemas na saúde.

Como são cerca de seis turneiros por turno, fica “fácil” para a empresa fazer um cerco de assédio individual aos trabalhadores.

A Oxiteno chega ao absurdo de ir à casa dos trabalhadores em férias ou afastados por doença, para obrigá-los a assinarem documentos abrindo mão de seus direitos, como as listas entregues ao Sindicato a cada dois anos, quando a empresa tentava pressionar a entidade a homologar o regime de trabalho de 4 x 12.

Estas listas eram lideradas por algumas chefias, alguns por concordância, outros porque não tinham condições de resistir ao cerco da empresa. O mesmo está acontecendo agora, quando ela reúne os turneiros, após a decisão do TRT, e os obriga a assinarem documento abrindo mão da ação coletiva.

Ninguém em sã consciência vai abrir mão do direito a HE a partir da sexta hora diária, suas incidências sobre FGTS, férias, abono de férias e outros, no mínimo durante os últimos 5 anos.

O desespero da Oxiteno é porque ela sabe o que vai significar pagar todos estes direitos, com este regime de trabalho que ela impôs aos turneiros desde 1995.




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