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OXITENO: É UMA COVARDIA O QUE ESTÁ FAZENDO COM OS TURNEIROS

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Desde o dia 13 de junho, quando o TRT/RS decidiu contra o ilegal turno de 4 x 12 na Oxiteno e o consequente pagamento das horas extras além da sexta hora diária, bateu um desespero na empresa. Ela vem arrochando o “cerco” sobre os turneiros, para que eles individualmente desistam da ação coletiva do Sindicato.

A empresa tem relativa facilidade para fazer isso, pois são cerca de seis tur-neiros por grupo, e com isso é “fácil” botar uma “faca no pescoço” de cada um e obrigá-los a fazer o que ela quer. O que ela está fazendo é uma covardia, uma atitude desumana e um claro e evidente desrespeito aos trabalhadores.

O “cerco” homem a homem que a empresa faz para obrigar os turneiros a desistência da ação coletiva, mostra que a Oxiteno reconhece o ilegal turno de 4 x 12 e admite a derrota na ação judicial.   Ela está obrigando os turneiros a assinarem PROCURAÇÕES para desistirem da ação coletiva como demonstra o texto que segue:“FINALIDADE ESPECÍFICA E MOMENTÂNEA: Requerer a exclusão do Outor-gante do pólo ativo da presente Reclamatória Trabalhista movida pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS PETROQUÍMICAS DE TRIUNFO/RS – SINDI-POLO contra OXITENO NORDESTE S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO, autuada sob nº. 0000638-96.2010.5.04.0761, que tramita na Vara do Trabalho de Triunfo/RS”.

Tudo o que a empresa está fazendo é de pleno conhecimento do Sindicato e da sua assessoria jurídica. Já estamos tomando todas as providências necessárias para que a empresa responda pelos seus atos frente aos trabalhadores que tem que se submeter a uma tortura psicológica sem precedentes.

 

Alguém é “louco” de abrir mão de seus direitos?

É difícil os turneiros, como já dissemos, “resistirem” à pressão da empresa para que abram mão dos seus direitos. É evidente que se aparecerem procurações pedindo a desistência, isto é  resultado das ameaças. Qualquer pessoa de sã consciência em sua plena faculdade mental, jamais abrirá mão de um direito que corresponde ao pagamento de HE, além da sexta hora trabalhada por turno, todas as suas incidências sobre FGTS, férias, abono de férias, 13º salário e outros, mais juros e correção monetária no período mínimo dos últimos cinco anos. Isto significa um montante que corresponde a algumas centenas de milhares de reais, considerando que esta jornada foi imposta em 1995, portanto, há mais de 17 anos.

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