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ODEBRECHT TRATA SOBRE A VENDA DA BRASKEM

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Na sexta-feira (15) foi divulgada a notícia que o Grupo Odebrecht iniciou tra­tativas para a venda da to­talidade de sua participação na Braskem para a empresa holandesa LyondellBasell. A empresa publicou um co­municado informando que foi concedida exclusividade a esta empresa e que as ne­gociações são regidas por acordo de confidencialidade. O negócio envolve cifras da ordem de US$ 11 bilhões (ou R$ 41,5 bilhões).

Se comprar de fato a Braskem, a empresa holan­desa passa a ser maior do mundo em produção de po­lietileno e polipropileno.

O Grupo Odebrecht tem 50,1% das ações ordinárias na Braskem (com direito a votos) e 38,3% do capital to­tal. A Petrobras tem 47% das ações ordinários e 36,1% do capital total; 2,9% pertencem a Outros e 25,5% do capital total também pertence a vá­rios acionistas. A Petrobrás já sinalizou sua intenção de vender sua parte na Braskem, o que faz parte do processo de desmonte que vem sendo promovido na estatal.

Procurado pela impren­sa, o SINDIPOLO informou que está acompanhando o andamento das tratativas, mas reitera que, assim como foi quando da privatização da Copesul, nos anos 90 e, mais tarde, com a compra do Gru­po Ipiranga pela Petrobrás/Braskem e Grupo Ultra, caso se confirme a negociação, a prioridade do Sindicato será a garantia dos empregos e dos direitos dos trabalhadores.

O SINDIPOLO lembra ain­da que todas as integrações, desde a privatização, resul­tou em prejuízos aos traba­lhadores, como demissões, aumento da terceirização, perda de benefícios e outros.

Quando a Braskem che­gou no Polo, por exemplo, houve muitas mudanças, com fortes impactos para os trabalhadores, como demissões, fim do plano Petros de previdência, acú­mulo e precarização do tra­balho, entre outros.




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