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O velho jeito Odebrecht de gestão

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Os canteiros de obras da construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho (RO), mostram um cenário estressante, repleto de acidentes, abuso e intimidação por parte do Consórcio Santo Antônio Civil (CSAC), comandado pela empreiteira Odebrecht. As condições de trabalho são péssimas; o almoço é de uma hora, só que para ida e volta usam 40 minutos e mal dá tempo para as refeições. Os alojamentos são precários, quentes e repleto de insetos. Na obra, com freqüência os trabalhadores desmaiam pelo calor e poeira, são levados para atendimento e tem que retornar ao trabalho quase imediatamente.
Os acidentes são comuns e tanto estes como as mortes, segundo os próprios trabalhadores, são abafadas pelo consórcio. Entre as causas está o ritmo de trabalho imposto pelos “encarregados”. Em depoimento ao jornal Brasil de Fato, foi revelado que os trabalhadores costumam chamar os encarregados de “sobrinhos de Odebrecht”. “ São os senhores de senzalas. É uma coisa comum, dentro da barragem, eles chamarem os trabalhadores de ‘filho da p…”, denunciam. Por causa da pressão e do estresse gerado, alguns trabalhadores terminam por brigar verbalmente ou fisicamente com os supervisores e então são demitidos.
Os trabalhadores também não podem reclamar do pagamento que não sai ou das péssimas condições de trabalho. Se reivindicam direitos, vão para a rua. Ou seja, como já se sabe, este é o velho jeito Odebrecht de gestão.