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NEGOCIAÇÃO SALARIAL: em 2016, as mobilizações continuarão

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Em julho de 2015 os trabalhadores aprovaram a pauta de reivindicações que foi entregue às empresas em agosto para iniciar as negociações. Mas a primei­ra reunião só ocorreu em setembro e de lá até agora, as empresas ignoraram as reivindicações dos traba­lhadores e impuseram sua proposta, rejeitada de for­ma unânime pela categoria.

PROPOSTA FOI UMA PROVOCAÇÃO

A primeira proposta apresentada pelas empresas com o índice de 7,52% esca­lonado sequer recuperava a inflação (INPC de 9,90%) e foi rejeitada na mesa.

A segunda proposta, de 9,9% escalonados tam­bém não atendeu a catego­ria, que rejeitou e aprovou uma contraproposta de 12,40% sem escalonamen­to. Apesar disso, as empre­sas incluíram, os valores nas folhas de pagamento, igno­rando a contraproposta dos trabalhadores, inclusive nas cláusulas não econômicas.

PROPOSTA NÃO ATENDE

Frente à postura das empresas, os trabalhado­res iniciaram diversas mo­bilizações, com objetivo de pressionar pela retomada das negociações. Os lucros divulgados das empresas têm deixado claro que o problema não é econômico, apesar do discurso de crise. O que elas querem é rebai­xar direitos e salários, num evidente desrespeito aos trabalhadores, para tentar acabar com as negociações.

Esta atitude é preocu­pante e sinaliza um desres­peito também ao direito de organização dos trabalha­dores e as suas legítimas representações. Pode ser interpretado como prática antissindical, de autorita­rismo e impedimento ao direito de livre manifesta­ção dos trabalhadores.

Tentam, ainda, com ar­tifícios jurídicos, desgastar, intimidar e amedrontar a categoria. Mas os trabalha­dores e o SINDIPOLO estão firmes na sua luta e não irão admitir que as empre­sas tentem estabelecer re­gras dos seus interesses.

RETOMAR A NEGOCIAÇÃO

Esperamos que neste mês de janeiro, retome­mos a mesa de negociação para dar andamento ao processo, numa demons­tração, por parte das em­presas, de respeito aos tra­balhadores. Do contrário, a categoria já demonstrou que está unida e mobiliza­da para romper com a in­transigência das empresas.

PLASC – Encerrada a negociação em novembro, com reajuste de 10% re­troativo a outubro e con­versão da cesta básica em cartão-alimentação