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NEGOCIAÇÃO SALARIAL COMEÇA A “EMBOLAR”

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Na nossa negociação, a proposta de 5,6% foi rejeitada na mesa. Estes 5,6% estão longe de contemplar os 12% e outras questões que buscamos. É apenas 0,02% acima do INPC do período, que foi de 5,58%.

Está marcada nova reunião de negociação para sexta-feira, dia 26. Neste encontro as empresas deverão apresentar nova proposta que, no mínimo, tenha condições de ser levada para apreciação da categoria em assembleias.

Salientamos ainda que estamos tratando na negociação e outras questões como Piso salarial de R$ 1.500,00; Abono de férias de 133%; Indenizar c/um salário os demitidos c/ + de 45 anos; Auxílio-educação de R$ 325,00; Auxílio-creche de um SM; Auxílio filhos com deficiência de um SM; HE de 150%  e 200%; Seguro aposentando de 50 meses; Informar ao Sindicato os acidentes, entre outros.Também que o acordo é para todos os trabalhadores da Innova, Braskem, Borealis, Oxiteno e DSM/Lanxess.

 

É o fim dos acordos e convenções por dois anos

As empresas estão provocando para que os acordos e convenções coletivas passem a ter vigência de um ano. Estão impondo os reajustes salariais na folha à revelia da negociação com a categoria.

Já na negociação da Bahia, Alagoas e Rio de Janeiro a situação está muito complicada. As empresas ou estão sinalizando ou já anunciaram que vão colocar as rebaixadas propostas de 5,5% na folha de pagamento. O que elas estão fazendo é um desrespeito aos trabalhadores e à negociação. Este índice já foi rejeitado pelas categorias. Mas o pior ainda é que com isto, caem por terra os acordos por dois anos.

Na negociação de 2010, onde eram tratadas basicamente questões econômicas, as empresas também ignoraram a negociação e colocaram à revelia os reajustes salariais na folha de pagamento, ficando as negociações em aberto.

Este ano, não podemos admitir que o mesmo aconteça. O acordo por dois anos é também do interesse dos trabalhadores. Mas se as empresas insistirem em não querer tratar outras questões além do reajuste salarial e, pior ainda, fazer o que fizeram em 2010 e o que já estão fazendo na negociação deste ano, isto forçará os trabalhadores a fechar acordo e convenções coletivas de apenas um ano de vigência.