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NEGOCIAÇÃO NA LANXESS PBR AINDA EM PAUTA

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O QUE VALE  É O NEGOCIADO

Hoje o acordo está assinado por todas as partes envolvidas, com base em tudo o que foi negociado. Com a proposta de correção, na nova versão apareceram além das correções ortográficas motivadoras da revisão, cláusulas alteradas, nova alínea e uma nova cláusula ao final de ambos os acordos – Turno e Geral.

Cartão alimentação: A cláusula que incorpora o cartão alimentação teve redação alterada para ficar mais clara a pedido dos trabalhadores de Duque de Caxias. A falta de clareza na redação anterior havia sido explicitada em mesa de negociação também aqui em Triunfo. Para não restar dúvida propusemos à época uma demonstração de cálculo onde ficou claro como seria feita a incorporação. Demonstrada a forma como seria feita e por respeitarmos o que é dito em mesa, é o que nos bastou para aceitar a redação como estava. Alterar esta cláusula mesmo para “melhor” reforça a nossa tese de negociação nacional feita com mais veemência em 2010.

O que sugerimos à LANXESS é que face à necessidade de cálculo individualizado do percentual a ser incorporado ao salário básico, é que a empresa apresente junto a cada contracheque uma “memória de cálculo” a cada trabalhador.

 

É  LAMENTÁVEL

É lamentável, não tem explicação e muito menos se justifica o que está ocorrendo. Principalmente quando em mesa de negociação a empresa tanto defende que “negociar em separado é melhor”, pois a empresa “conhece as necessidades dos seus trabalhadores”. Na hora do “vamos ver” entra cláusula do RJ (a qual até não fazemos objeção) entram  expressões como “sentenças normativas” que até então não faziam parte do nosso vocabulário em meio à uma cláusula com clara intenção de prejudicar os trabalhadores.

 

O não negociado não foi aprovado

O mais polêmico, porém está nas cláusulas acrescentadas em ambos os acordos com o seguinte teor: “CLÁUSULAS NORMATIVAS NEGOCIADAS ANTERIORMENTE: O presente acordo substitui e revoga expressamente todas as cláusulas normativas previstas em acordos/convenções coletivas ou sentenças normativas anteriores.” Aparentemente inócua, esta cláusula pode prejudicar ações coletivas e individuais que fizerem referência a acordos passados. O que chama a atenção é que a LANXESS parece não conhecer os seus trabalhadores e o SINDIPOLO, pois nunca tivemos “sentença normativa” regrando nossa relação com a empresa.

Tanto aqui, quanto no RJ e em PE esta cláusula não foi tratada em mesa de negociação. Por prezarmos o que é efetivamente negociado respeitando posições diferentes repetimos o que já informamos à LANXESS: Os trabalhadores da LANXESS não aceitam a inclusão unilateral desta cláusula.