Negociação LANXESS

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É preciso rejeitar a parte da proposta que ataca nossos direitos

É preciso rejeitar de forma contundente pra deixar claro que não podem e não irão retirar conquistas que vieram depois de muita luta. O momento é de extrema gravidade e é um ataque não só aos trabalhadores da Lanxess. Alguns direitos se forem perdidos abrem espaço no futuro para tentativas em outras empresas do pólo. Este é mais um motivo pra aos trabalhadores darem o exemplo NÃO aceitando esta proposta.

O reajuste de 7,25% (que se equivale aos 7,7% oferecidos pelas demais empresas) já foi rejeitado pelos trabalhadores das demais empresas. Vamos aceitar e aumentar mais a defasagem?

 

O que está em jogo?

O que está em jogo NÃO é só o que a empresa quer retirar, agora. É um conjunto de direitos típicos dos petroquímicos que estarão na mira cada um a seu tempo. A hora de dizer não é agora. Senão no futuro outros direitos estarão em pauta. A Lanxess quer ser “química” e é nítida a contrariedade que se nota quando trata de alguns direitos nossos. Estamos enquadrados na Lei 5.811/72 que trata de empresas que trabalham com derivados de petróleo, mas se assim não fosse e se algum dia deixasse de ser os trabalhadores do ADM, bem como alguns setores da produção poderiam perder o adicional de periculosidade. Novamente a empresa poderia alegar num próximo ATAQUE que seria somente para os admitidos a partir de “tal data”… e assim vai tirando direitos. Esta é a estratégia e isto é o que está em jogo. Temos que dizer NÃO para esta primeira proposta discriminadora pra não deixar que se criem outras. É preciso lembrar como é o trabalho em turno no setor químico? NÃO podemos ter a menor dúvida, temos que dizer não a esta proposta.

Os trabalhadores admitidos a partir de janeiro serão “mais baratos” para a empresa ficando os demais na mira de demissões. Os recém contratados com os quais a empresa não teve grandes gastos com eventuais cursos, etc  também poderão ser substituídos. Isto é o que está escancarado e só tenta dizer que não é isso, obviamente, a LANXESS.

 

Assistência Médica – Outro ataque da LANXESS

A empresa mandou minuta onde pelas cláusulas mantinha o atual plano com co-participação, mas nas reuniões de esclarecimento tem feito declarações de forma dissimulada de que não haverá mais co-participação. Estão tentando enganar de forma grotesca aos trabalhadores. Como as reais intenções vieram à tona e a proposta pegou muito mal alteraram a original e agora a empresa informou verbalmente que para os que já contribuíram por mais de 10 anos será garantido o desconto em contra-cheque e  conseqüentemente terão direito a levar o plano ao se aposentarem. Aqui uma nova discriminação será feita: os que têm contribuído por menos de dez anos não levarão o plano ao se aposentarem, nem terão direito a levá-lo proporcionalmente no caso de contribuição acima de 2 anos. Todos nós sabemos a grande diferença entre o custo de um plano contratado individualmente e o que se pagaria levando o plano. Este é mais um dos ataques da empresa aos direitos dos trabalhadores que reforça a criação de sub-categorias.

 

Acordo de Turno

O acordo de turno também estará em discussão. O acordado nas reuniões foi pela retirada do acordo do acordo geral e a manutenção de todas as cláusulas atuais. Na minuta enviada, no entanto, algumas cláusulas sumiram como a que fala no número de trocas permitidas. O que estará em votação é a manutenção do atual acordo separado do acordo geral.

 




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