NEGOCIAÇÃO DE PLR BRASKEM

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Reunião trata da renovação do Acordo

Na reunião da Comissão de PLR na segunda-feira, dia 3, assim como na anterior, em agosto, foi tratado da renovação do Acordo de PLR assim como das modificações que a Braskem quer fazer.

Uma delas é a alteração nos 50% da parcela econômica que compõem o cálculo da PLR, onde 15% é do EBTIDA geral da Braskem, e outros 35%, são compostos pelas unidades do Brasil (Unpol, Unib e Vinílicos).  Antes, este era formado pelo EBITDA da Braskem Brasil.

Os representantes dos trabalhadores na Comissão propuseram que o cálculo da PLR na Parcela Econômica não sofra com os resultados dos PAs, pois ocorre uma dupla incidência sobre o EBITDA. Isto trás prejuízo, principalmente os do Grupo 1, onde estão 95% dos trabalhadores. Ficam fora destes critérios as chefias, gerentes e diretores da empresa, que acabam recebendo as melhores PLR.

Em relação a evolução do EBTIDA, a meta principal para o Grupo 1 que é para todos, menos chefias, ano base/2012, o montante total de PLR será de R$ 233,8 milhões, um acréscimo de 7% em relação a 2011, que foi de R$ 218,5 milhões. Sendo que em 2011, só foram pagos R$ 168,3 milhões. O restante ficou no caixa da Braskem, pelo não atingimento do EBTIDA.

A representação dos trabalhadores também cobrou da empresa uma melhor definição das faixas de valores de PLR para cada cargo/função (ex: júnior pleno, sênior e especialistas), porque muitas vezes as chefias definem um pagamento menor para alguns trabalhadores, independente da função.

NÃO CONSIDERAR ACIDENTES NOS PAs

Também foi debatido na reunião, a não incidência dos acidentes com CAF e SAF nos PAs. Inclusive, o Poder Público, através da SRTE e MPT, já está orientando a não considerar índices de acidentes na definição de PLR. Neste caso, inclusive, o representante do Sindicato, assim como os diretores da entidade eleitos para a Comissão, não assinarão o Acordo se continuar com este critérios de considerar os CAF e SAF  nos PAs. O encontro discutiu, a não penalização dos acidentados afastados com redução da PLR. Novamente, esta atitude da empresa é de punição. Ninguém se acidente por que quer.

Além disto, também foi debatida a não redução da PLR para trabalhadoras grávidas, que não podem ser penalizadas por engravidar.  Isto caracteriza uma discriminação por gênero.

Outra mudança foi nos batentes para atendimento de metas, que antes eram de -15% e + 15% do EBTIDA e para o ano base/2012, passaram para -25% e + 25%. Fora desta faixa, a definição sobre o pagamento passa para decisão do Conselho de Administração.

Em linhas gerais, o que foi tratado na reunião foram estas questões. Mas no EM DIA da próxima semana, vamos detalhar um pouco mais a questão da PLR, pois a reunião terminou quando esta edição do informativo já estava sendo encerrada.




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