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NEGOCIAÇÃO COM A ARLANXEO

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O SINDIPOLO respeitou a decisão dos trabalhadores quando estes optaram pelo Acordo Coletivo Geral em separado e se manteve coerente com esta decisão quan­do da apresentação da pauta. As dificulda­des que se criam em função desta forma de negociação se agravam quando a pos­tura da Arlanxeo nas negociações tenta impor condicionamentos, misturando as negociações do acordo geral e de turno.

 

O Acordo Coletivo Geral, diz respeito a todos os trabalhadores de ambas as unida­des (HPE e TSR) e o Acordo de Turno regula as condições dos turneiros. As negociações são independentes e ocorrem assim nas demais unidades do país. Em Pernambuco, encerrada a negociação do Acordo Coletivo Geral, no dia 17 de novembro se iniciaram as negociações sobre o Acordo de Turno com a apresentação de proposta da em­presa de manutenção do acordo. No Rio de Janeiro as negociações sobre o turno se ini­ciarão no final do mês e o Acordo Coletivo Geral já foi fechado.

 

NEGOCIAÇÃO DO ACORDO COLETIVO GERAL

A falta de apresentação de uma contraproposta para o Acor­do Coletivo Geral não se justifica de forma alguma. Já houve concordância da empresa de que as questões em negociação até agora (proposta de aditivo) podem ser incluídas no acordo que vai iniciar vigência a partir de setembro de 2016. Desde a apresen­tação da pauta, em agosto, temos defendido que esta era uma forma possível, mas só agora a empresa admite.

AS REAIS INTENÇÕES DA EMPRESA

Este entendimento era perfeitamente possível há 3 me­ses atrás. Por isso, considerando-se que os acordos já foram fechados em Pernambuco e no Rio de Janeiro e sabendo-se que os instrumentos em negociação (Acordo Geral e Acor­do de Turno) envolvem questões distintas, a única explica­ção para o atraso é que a intenção real é a de pressionar, condicionando e tentando fundir negociações de acordos que tem objetos distintos e específicos. Enquanto nas outras unidades do país aconteceram duas ou três rodadas de nego­ciação e os acordos já foram fechados com índice de reajuste de 9,62%, aqui sequer uma contraproposta foi apresentada.

Nas demais empresas do polo, que negociam em conjun­to, aconteceram algumas rodadas de negociação, apesar da data base ser em data posterior a da Arlanxeo. Por tudo isso fica claro que a má vontade da empresa tem objetivo claro de pressionar os trabalhadores e o atraso nas negociações do Acordo Geral são de inteira responsabilidade da Arlanxeo.

 

Negociação do Acordo de Turno na Arlanxeo

A empresa vem insistindo no acordo em separado para os turneiros de ambas as unidades (TSR e HPE). Durante as negociações, enquanto não se chega a uma solução, o que se mantém é a manutenção das condições existentes em cada unidade, ou seja, um acordo em separado para os tur­neiros da TSR e um acordo em conjunto com as demais empresas para os trabalhadores da HPE.

Por hora, esta condição/situação contempla os trabalha­dores de cada unidade envolvida, mas em algum momento ela terá que ser superada. O ajustamento da questão do turno dificilmente ocorrerá enquanto a empresa insistir em equacionar o problema com um “denominador” que não é comum, ou seja, enquanto a empresa quiser esten­der o acordo da TSR para a HPE.

 

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