NA BRASKEM/UNIB O QUE NÃO FALTAM SÃO PROBLEMAS NA GESTÃO

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A Braskem/UNIB, por ser uma empresa petroquímica, teria que ter um foco especial dirigido aos seus setores de produção e operação. Na teoria, os demais setores de apoio (SSMA, Comercial, Manutenção, P&O, Serviços, etc) deveriam dar suporte e atender às necessidades da operação. Mas, na empresa, está acontecendo o contrário, ou seja, a operação é muito pouco ouvida sobre suas necessidades, ao mesmo tempo que é demandada pelos demais setores, sendo que o P&O tem se tornado, ao contrário do proposto, em um desmotivador de um bom ambiente de trabalho. Vejamos:

BUROCRACIA

Devido  a  incompetência  de  planejar  a  médio e longo prazos  associado  a  outras  decisões  errôneas, a  operação sofreu,  nos últimos  anos,  uma  saída  muito  grande  de operadores  experientes, sem a devida  reposição. Esta reposição  deveria  ser  realizada  em caráter  emergencial, entretanto o P&O  insiste  em um treinamento  burocrático, demorado, como que se as diversas áreas estivessem supridas de seus efetivos ideais. Os novos operadores terminaram o curso no SENAI em abril e só estão iniciando na operação em outubro. Tudo isso por um planejamento falho que pode até ser apresentado como preventivo para uma empresa petroquímica, mas que no caso da UNIB não passa de mais uma embromação.

A  mais  recente  trapalhada  do P&O diz  respeito  ao salário. Devido a perda  de operadores  para outras empresas, a  Braskem resolveu (de forma  acertada) aumentar   o nível  salarial inicial  de  operadores  trainee. Acontece  que  aumentou  apenas  para  os novos  que  estão sendo contratados  agora, criando  a  seguinte  situação: operadores  trainee  que  já  estão  contratados  e aprendendo  nas  áreas há pelo   menos  seis meses, estão recebendo  30%  a  menos  do  que os trainee  que   estão sendo contratados  agora. Pior, operadores Junior que já estão contando  como  número  mínimo  e  foram contratados a  mais  de  um  ano  estão  recebendo de R$ 30 a  40  reais a  mais  que  os  trainee  que  estão  sendo  contratados agora.

Ou seja, P&O  conseguiu  criar  um  problemão  e  agora lava  as  mãos. A  Braskem  pratica de 85% a 115%  dentro de cada  faixa  de função, entretanto muitos  operadores que já  são  Plenos  e Sênior  estão  recebendo  abaixo  dos  85% da  faixa correspondente. A  folha  de  pagamento  caiu drasticamente com a  saída  de muitos  operadores  antigos, porém  o índice  de  3%  aplicado  para reajustes  por  mérito não  foi  alterado, com isso o  valor  destinado  para aumento é  irrisório.

MAIS IMPOSIÇÕES

Com relação  ao  demais  setores: Transporte  quer que   Turneiros  sejam trocados  de  grupo, pois  certas linhas  estão  cheias, ou seja  não importa  os  transtornos que  isso  irá  ocasionar, tanto  na  questão  pessoal  como operacional.

SSMA está  a  todo  instante  mudando  e  criando novas  demandas  para  Operação (exemplo mais recente: sistema LOTO ). As  pessoas  mais  atingidas  nunca são ouvidas ou consultadas, tudo vem de cima e normalmente criado de salas confortáveis e por  pessoas  que  não conhecem  a  realidade das   plantas. Treinamento realizado em EAD, cheio de dúvidas.  A  todo  instante  está  mudando as  normas e procedimentos, gerando  total  insegurança  por parte  dos operadores.

QUEBRA DE CONFIANÇA

Outro assunto recente diz respeito a um grupo trabalhadores antigos que, usando dos seus direitos, estão buscando o que prevê a legislação. Depois de servir a empresa durante dezenas de anos, a Braskem, por conta desta justa busca, alega que houve quebra de confiança.

Para quem ousa falar em quebra de confiança e pratica esta gestão de pessoas, é bom lembrar que quebra de confiança é, por exemplo, a  retirada do plano Petros de forma unilateral.




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