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MORRE TRABALHADOR VÍTIMA DE ACIDENTE DE TRABALHO NA OXITENO MAUÁ

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Todos os trabalhadores, saem de suas casas, com o pro­pósito de bem cumprir suas funções e retornar com saú­de. Portanto, há de se fazer uma investigação minuciosa na ocorrência, com objetivo de buscar as causas que são geral­mente oriundas das gestões impostas pelas empresas.

É de se esperar que pela gravidade máxima do aciden­te, a participação do Sindicato local na apuração da grave ocorrência, seja uma medida absolutamente necessária, com a qual a empresa não deverá se opor.

O trabalhador Danilo Cantanice (32 anos), da Oxi­teno em Mauá (SP), morreu no dia 2 de maio, em decor­rência de acidente no traba­lho ocorrido dia 26/4. Segun­do informações de outros trabalhadores, ao terminar de descarregar uma carreta de Fenol, ele recebeu uma projeção do produto, sofren­do queimaduras no tórax e no rosto, mesmo usando os equipamentos de proteção (EPIs). Foi socorrido e ao chegar ao Hospital teve uma parada respiratória, mas foi reanimado pelos médicos após 26 minutos. Mes­mo assim, não resistiu e faleceu seis dias depois.

PROTESTO

Os trabalhadores realizaram um protes­to na porta da Oxiteno, em Mauá, na manhã da segunda-feira, 4 de maio, para denunciar a situação de insegurança que os traba­lhadores estão sofrendo. De acordo com o Sindicato dos Químicos do ABC, há relatos que desde o final de 2014 a Oxiteno Mauá está tendo muitos acidentes de pro­cesso, um deles bem grave, quando ocorreu uma explo­são na rede elétrica, deixando um trabalhador queimado e outros dois também envol­vendo queimaduras.

Para os Químicos do ABC, o início dessa série de aci­dentes “coincide” com uma mudança na jornada de tra­balhadores da Oxiteno sem discussão com a entidade.

Os trabalhadores que almoçavam em 30 minutos, passaram a ter uma hora de almoço e essa meia hora de diferença está sendo com­pensada com o acréscimo de 15 minutos na entrada e 15 na saída. O problema é que não houve contratação de mais trabalhadores com essa mudança e enquanto um almoça, o outro que fica no setor fica sobrecarregado, exercendo as duas ou mais funções.

Uma situação que para os trabalhadores não pode continuar.

Morte também na Suzano Celulose

Um trabalhador morreu na noite do dia 4, depois de um acidente de trabalho, em uma empresa do ramo de papel e celulose em Suzano (SP). Paulo César Gonçalves de Oliveira, de 31 anos, foi atingido por uma bobina de papel que pesa 4 to­neladas. A vítima foi socorrida e encaminhada para o Hospital onde chegou morta.

As primeiras informações dão conta que ele teria iniciado o turno às 14h de segunda-feira e terminaria às 22h e retirava uma bobina de papel de 4 toneladas de uma pilha quando a bobina se soltou do maquinário e caiu sobre a região pélvi­ca da vítima, que ficou prensada. Os bombeiros da empresa foram acionados para socorrê-lo. Segundo a esposa do traba­lhador, ele teria lhe dito que estava trabalhando em condições precárias, que as bobinas estavam sendo estocadas dentro do setor de produção e havia pouco espaço para movimentação.