MESAS DE DEBATES SOBRE PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE AMBIENTE E SAÚDE – RAMO QUÍMICO E MINERAÇÃO

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O SINDIPOLO sediou e participou, dia 22 de janeiro, a mesa de debates que tratou do Planejamento das Ações de Ambiente e Saúde – Ramo Químico e Mineração. A atividade reuniu representantes dos petroquímicos, petroleiros, da mineração, da água e outros setores, além de pesquisadores do CEREST, da Fiocruz, movimentos de ecologistas, Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), entre outros do RS/SC/PR.

No encontro, o Vice-Presidente de Atenção, Ambiente e Promoção da Saúde da Fiocruz, Marco Menezes, apresentou a atuação da Fundação na área de ambiente e saúde do trabalhador e destacou a importância de estabelecer relações de parcerias com a região sul.

Menezes apresentou a missão da Fiocruz de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e que contribuam para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira, para a redução das desigualdades sociais e para a dinâmica nacional de inovação, tendo a defesa do direito à saúde e da cidadania ampla como valores centrais.

O Assessor Técnico da SES/RS, Salzano Barreto, abordou a problemática da exposição aos agrotóxicos no RS e as experiências com a potabilidade da água.

O SINDIPOLO destacou a suspensão das Comissões Estaduais e Nacional do Benzeno (CEBz e CNPBz), que tratavam, de forma preventiva, os adoecimentos causados pelo Benzeno e a importância de retomar estas Comissões como espaço democrático de debate e pelo bem da saúde dos trabalhadores.

AGENDA INTEGRADA

Durante o encontro, os dirigentes sindicais e convidados debateram, ainda, sobre as necessidades das respectivas categorias e estratégias para a constituição de uma agenda integrada para a região Sul, para o período de 2020 a 2022.

 

ALGUMAS PROPOSTAS E DELIBERAÇÕES

Investir em ações de Formação, informação e comunicação de risco à saúde dos trabalhadores e a população em geral;

Criar dispositivos de monitoramento dos grupos de trabalhadores expostos ao benzeno e amianto, áreas de riscos, emergências, como a exemplo da sala de situação da Fiocruz;

Trazer o debate da questão do carvão para o ramo químico e seu potencial cancerígeno relacionando aos estudos e implantação das minas no RS;

Disseminar conceitos e estratégias como a experiência dos Territórios Sustentáveis e Saudáveis;

Definir ações estratégicas para áreas emblemáticas e temáticas dos Agrotóxicos/ Benzeno/Amianto, articulados com a região sul (RS, SC e PR);

Alimentar a Rede Benzeno com informação sobre o aumento de acidentes devido a redução dos trabalhadores, extensão de jornada que leva a super exposição de risco químico;

Retomar o conceito de silêncio epidemiológico do benzenismo e do amianto pela ausência das informações que ocultam a dimensão do problema junto aos trabalhadores;

Realizar o 5º Encontro Nacional do Benzeno reunindo movimentos, universidades e trabalhadores, entre diversas outras deliberações.

 




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