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Manifestação dos Petroquímicos

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Os trabalhadores do Pólo Petroquímico de Triunfo, diretos e terceirizados, realizaram, na manhã desta quinta-feira, 12, manifestação em frente a Braskem. A atividade foi para pressionar as empresas a retomarem a negociação e para cobrar a questão da segurança.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Petroquímicas de Triunfo/RS (Sindipolo), Carlos Eitor Rodrigues, a proposta de 7,7% apresentada pelas empresas foi rejeitada pela maioria dos trabalhadores e apresentada uma contraproposta de 9%, definida em nível nacional. Os trabalhadores também querem abono de férias de 100% (além dos 1/3 constitucional), auxílio-educação de R$ 1.500,00 e licença-maternidade de seis meses. “É um desrespeito o que as empresas estão fazendo com a negociação. Apresentaram uma proposta que foi rejeitada e, a partir disso, ignoraram o andamento do processo”, diz Eitor, esclarecendo que esta mesma situação acontece nos Polos da Bahia e de Alagoas, onde a Braskem também tem a maioria das empresas.

Para o dirigente sindical, desde que a Braskem assumiu o Pólo, as negociações se tornaram mais difíceis, com propostas rebaixadas, e que se arrastam por meses. “A última negociação iniciou em outubro de 2009 e só foi finalizada em março de 2010, depois de muitas manifestações e inclusive articulações junto a Petrobras”, lembrou.

Eitor destaca que as empresas do setor tiveram excelentes resultados, ultrapassando todas as expectativas. Dados da Abiquim mostram que o  faturamento da indústria química/petroquímica no ano totalizou cerca de US$ 130 bilhões, o que representa avanço de 29% em relação 2009. Portanto, não há o que justifique este descaso com os trabalhadores.

De acordo com o Sindicato, as manifestações devem continuar até que as empresas retomem as negociações salariais.

Segurança

A manifestação também chamou a atenção da categoria para a precarização da segurança nas empresas do Pólo, especialmente a Braskem. No dia 28 de dezembro último, um acidente no Pólo de Camaçari (BA) vitimou um trabalhador terceirizado e feriu outros dois. Os trabalhadores atribuem estes acidentes, fundamentalmente em função da redução de pessoal e ao desmonte das estruturas de segurança dentro das empresas.




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