LUCRO É O QUE INTERESSA…

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Seria muito pouco provável que a Braskem estivesse “preocupada” com a saúde dos trabalhadores quando decidiu proporcionar vacinas contra a gripe para todos. No seu próprio site, a empresa deixa bem clara as razões da iniciativa, que vem sendo feita desde 2009.

Para a empresa a vacinação representa um retorno financeiro de 350%. Este foi o resultado da medida em 2012, que se repete agora.

O levantamento, realizado pela própria Braskem, aponta que para cada R$ 1,00 investido em prevenção de gripe, a empresa tem um retorno de R$ 3,50. Este “lucro”, diz a empresa, se dá com redução de gastos com consultas médicas, compra de remédios e absenteísmo. Segundo a própria Braskem, “com a saúde em dia, o trabalhador reduz faltas ao trabalho e idas ao médico, além de aumentar sua produtividade”.

Mesmo quando faz uma ação que no final beneficia o trabalhador, que fora do grupo de risco teria que fazer a vacina em clínicas particulares a um alto custo, as razões da Braskem são sempre pautadas pelo lucro. Como está claro na questão da vacinação, devemos pensar que outras atitudes tomadas de forma ao descumprimento da lei, também são pautadas na busca do lucro a qualquer preço.

Se realmente se preocupasse com a saúde dos trabalhadores, investiria mais em segurança, não colocaria pessoas acidentadas ou adoecidas a trabalhar para não emitir CAT, reduziria o assédio moral e não exigiria dos trabalhadores, metas inatingíveis, que levam a pressão e ao adoecimento físico e mental. Ou seja, se não for para dar lucro, a saúde dos trabalhadores já não é tão importante assim.




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