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LANXESS TROCA A ADMINISTRAÇÃO DO PLANO PETROS

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Dada a importância do tema, pelo impacto direto na vida de 1.813 pessoas e indiretamente em mais outro tanto, é preciso avaliar a situação de forma que não se aumente ainda mais as angústias de quem é participante do plano. A troca em si e as incertezas decorrentes já causam preocupações suficientes. Por outro, lado já que não fomos chamados a participar das tratativas de todo o processo, não podemos deixar nesse momento que nos é “oportunizado” de fazer nossas considerações sobre as intenções da LANXESS na sua forma e mérito.

Já deixamos claro que a não participação dos participantes nas decisões não foi e não é o caminho correto para decidir sobre questão tão importante,  independentemente da decisão da empresa ser acertada ou não.  Quando a empresa quer decidir sozinha sobre a vida de 1.813 participantes e um plano que tinha capital de R$ 1.217.513.262,11 em novembro de 2014, começam a surgir dúvidas quanto a legitimidade desta decisão unilateral e mais do que isto, se não há outros interesses não percebidos de imediato.

As informações sobre os motivos, os passos dados, e as fundamentações para a decisão estão fartamente divulgadas internamente na empresa bem como pelas mídias divulgadas. Não faltarão oportunidades da empresa expor motivações, os passos dados e os que ainda serão dados para concretizar a troca.

Sem defesa cega da LANXESS nem da PETROS

A PETROS assim como outros fundos de pensão, pelo grande capital que dispõe sempre foram alvo de aparelhamento pelos governos que estavam no poder. No caso da PETROS chama atenção que nos últimos 12 anos o Conselho fiscal, tendo os participantes e assistidos no controle, não tem aprovado as suas contas.Quem acaba aprovando é o Conselho Deliberativo sem uso das melhores práticas administrativas, segundo entendimento de alguns.

Deste ponto de vista, estando garantidos os benefícios do plano e, em tese, sob uma administração (MultiPensions Bradesco) com aplicações mais adequadas ao seu perfil maduro, a troca parece ser correta. Mas o que garante que os recursos do plano serão totalmente e adequadamente transferidos? Por que os participantes não participam desta decisão e não acompanham BEM de perto todos os movimentos? A LANXESS desde que assumiu a Petroflex tem se manifestado sem simpatia ao plano. Não seria a troca de administração um primeiro movimento para viabilizar o seu fim?

Em Triunfo os participantes representam apenas 4% do total mas não podemos deixar de nos manifestar e agir em defesa de nossos direitos. Estaremos em breve chamando para uma reunião para tratar do tema e não será feito em conjunto com a reunião Petros Braskem desta semana por serem situações muito distintas e ambas muito complexas.

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