LANXESS PBR: PROPOSTA QUER RETIRAR MAIS DIREITOS

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A insegurança por que passam os trabalhadores da LANXESS PBR toda vez que negociam as suas cláusulas sociais tem uma razão evidente: Não há como ter uma negociação justa entre dois lados que não estejam em igualdade de condições. E por que estas condições não estão dadas? Por que negociamos separadamente.

Qualquer categoria, mesmo a que tem forte representação junto a patronal pode ver-se obrigada a enfrentar uma situação difícil por ver atacados os seus direitos. Mas quando a categoria está unida e com capacidade de mobilização, estes ataques acabam sendo impedidos ou minimizados por medidas compensatórias. Não é o que verifica historicamente na Petroflex/LANXESS com as suas negociações em separado. Na última negociação perdemos questão importantíssima que são os benefícios da lei 9656/98 para os novos trabalhadores.

Diversas vezes durante a reunião foi dito que os trabalhadores não querem ir para o acordo geral e que este é o sentimento dentro da área. Ao que parece a empresa tem tanta certeza disso que resolveu tirar mais alguns direitos e manter as diferenças com as cláusulas de toda a categoria.  No quadro abaixo vamos tentar mostrar como está a negociação. Na questão do acordo de turno a empresa propõe manter o atual sem alterações.

 

NEGOCIAR  EM SEPARADO SÓ TRAZ PERDAS

Como é uma proposta que vem da LANXESS e esta afirma que os trabalhadores não querem ir ao acordo geral só podemos concluir, dentro desta lógica, que a empresa julga que seus trabalhadores estejam desprovidos de juízo. Esta “falta de juízo” é semelhante a dos turneiros da Oxiteno e não por acaso este é um mal que acomete trabalhadores que negociam sem condições de igualdade.

SEMPRE dissemos que em alguns pontos o acordo da LANXESS tem vantagens sobre o acordo geral, mas no conjunto é inferior. No médio e longo prazo a continuar esta negociação em separado mais perdas se acumulariam e isso não será permitido em hipótese nenhuma pelo SINDIPOLO. A proposta de mais rebaixamento que é o que significa a proposta da LANXESS não pode ser levada a sério. A negociação em separado tem os dias contados e mais ainda agora já que ao invés de tentar provar que tem um acordo melhor ainda tenta piorá-lo. Não é novidade mas é bom lembrar que a nossa pauta foi solenemente ignorada.

A comparação com o acordo geral do pólo é muito mais complexa do que a simples comparação de retiradas e avanços acima descritos. Seria preciso enumerar todas as cláusulas onde a LANXESS tem práticas inferiores ao acordo da categoria. De qualquer forma, a ida ao acordo geral do pólo só ocorrerá no ano quem vem, a não ser que haja uma proposta digna da empresa agora.

A LANXESS nesta primeira proposta:

Quer retirar do acordo:

Retira a alternativa de pagamento de acompanhante até o 24º mês no auxílio creche.

O auxílio seria pago até o 30º mês. Nas demais empresas é até o 48º.

Retira a assistência pré-escolar até 6 anos e 11 meses.

Passa a não pagar mais Petros ou IHPREV até 12 meses após a dispensa.

Em contrapartida oferece:

Aumento do seguro aposentando (INSS) de 12 para 24 meses. Nas demais empresas é de 42 meses.

Propõe licença maternidade prorrogada por mais 60 dias. Total: 180 dias – equiparando-se ao já praticado pelas demais empresas.

Quanto ao índice está oferecendo o INPC acumulado do período: 5,39%. O que está bem fora do vem sendo praticado em diversos setores da economia. Outros pontos como alteração do piso e incorporação do valor do cartão alimentação ao salário estamos abordando com neutralidade ao menos neste momento.




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