LANXESS em DOSES

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2009:

  • Em 2009 Fechamos acordo coletivo  com 6% de reajuste nas 3 unidades (PE,RJ e RS).  A unidade de PE negociou também as cláusulas sociais naquele ano e ao invés de fazer acordo por 2 anos propositadamente foi feito acordo por um ano. Com isso no ano de 2010 a negociação passou a ser nacional com discussão simultânea dos acordos das três fábricas.

2010:

  • No dia 10 de agosto entregamos a nossa pauta nacional unificada e iniciamos as discussões. Afirmávamos que apesar da pauta ser extensa a negociação poderia ser agilizada.
  • No dia 24 de agosto, nova reunião. Nesta oportunidade a empresa apresentou os seus resultados parciais e a sua proposta para PLR. Naturalmente apresentamos a nossa contraproposta sugerindo a elevação para 2,2 salários a meta de 100% de EBITDA. Na época isso representava a perspectiva de elevar a PLR de 2,38 salários para 3,3 salários.
  • Nos dias 28 e 29 de Setembro concluímos a apresentação da pauta. Notem que tivemos um intervalo enorme entre reuniões pois a empresa como nos anos anteriores queria “ganhar tempo” pra saber o índice dos químicos de São Paulo. A empresa diz que PLR trataria com as comissões, ignorando a posição dos sindicatos apesar destes serem partes legítimas das negociações. Estes, só na hora de assinar são importantes.
  • Quase dois meses depois de apresentarmos a nossa contraproposta de PLR, a LANXESS convoca a comissão no dia 25 de outubro para apresentar a proposta querendo uma assinatura até o dia 30. Pressionou vergonhosa e acintosamente os trabalhadores da comissão e o sindicato como NUNCA se viu em nenhuma empresa do pólo em todos estes anos de negociação.
  • Tivemos pelo menos 5 dias e dezenas de horas de reunião tratando do nosso acordo. A Lanxess veio atacando direitos históricos e ignorou a nossa pauta. Dizíamos que a proposta nem deveria ser levada a assembléias pois obviamente seria rejeitada, mas foi inútil. Sentindo que perderia nas votações, poucos dias antes da votação alterou a sua proposta dizendo que somente para os trabalhadores com menos de 10 anos de empresa passaria a não descontar para contribuição para o plano médico e também para estes haveria alteração na questão do auxílio odontológico, gratificação por tempo de serviço (PE). Fez mais, num ato de desespero, distribuiu “prêmio” em função de avaliações individuais para metade dos trabalhadores, UM DIA antes das assembléias. Esta atitude e as outras de que a LANXESS foi capaz demonstra o que ela pensa dos seus trabalhadores. Pra ela somos seres compráveis, manipuláveis, sem história e sem valor. Se para ela somos isso, obviamente somos absolutamente substituíveis por trabalhadores mais baratos.
  •  A solidariedade e a dignidade falaram mais alto e a proposta foi rejeitada nas assembléias que iniciaram em Pernambuco e foram concluídas no dia 3 de Dezembro.
  • O resultado já era público no dia 3, e no dia 7 de Dezembro de 2010 comunicamos oficialmente o resultado das assembléias em ofício conjunto.
  • No dia 14 de Dezembro a LANXESS compra a DSM. Este fato muda o quadro das negociações. É um elemento novo importantíssimo principalmente para nós em Triunfo.
  • Somente no dia 27 de dezembro a Lanxess se manifestou dizendo que recebeu o resultado e que a intenção era de firmar acordo coletivo individualmente com cada órgão sindical (PE,RJ e RS). Cabe esclarecer que os acordos sempre foram com cada órgão sindical e a possibilidade de assinar um acordo nacional desde o começo era remota e disso tanto os sindicatos quanto a empresa sabiam. Mas de uma ora para outra isso passou a ser uma falsa preocupação da empresa, novamente para “ganhar tempo”. O que defendemos desde o começo era uma negociação nacional e não necessariamente um acordo nacional.
  • No final de janeiro pediu para que o SINDIPOLO e o SINDBORRACHA(PE), também assinassem o ofício que o Sindiquimica (RJ) havia enviado em nome dos três sindicatos, dando o resultado das assembléias. Um preciosismo jurídico sem razão de ser, a não ser o de, novamente, “ganhar tempo” preenchendo espaços que ficariam vazios se não tivessem alguma atitude. Tanto foi incoerente o pedido que o mesmo foi feito para o SINDQUÍMICA e não para o SINDIPOLO e SINDBORRACHA.
  • No dia 9 de fevereiro – somente após manifestação dos trabalhadores em frente às unidades – a LANXESS enviou novo ofício marcando reunião para o dia 15 daquele mês dando ênfase a negociação individual por sindicato e falando em uma “nova negociação”.
  • No dia 18 de fevereiro enviou a minuta da proposta de acordo. Avaliada pela direção do SINDIPOLO e pelo jurídico enumeramos 10 cláusulas que precisariam ser rediscutidas, uma vez que algumas sequer haviam sido discutidas na reunião. No dia 25 a empresa foi informada das cláusulas, mas não houve nenhuma manifestação.
  • O SINDIQUIMICA independente disso chamou assembléia que rejeitou a proposta no dia 2 de março e desde então a empresa vem alardeando que a proposta teria sido a última e que na justiça a empresa enfim venceria tirando uma série de direitos. A “culpa” seria dos sindicatos obviamente. A LANXESS disse NÃO a toda a nossa pauta mas não aceita não como resposta.
  • Em outras palavras: A LANXESS deixou o “bode na sala” de setembro até o dia 15 de fevereiro. Tirou o “bode da sala” em que estamos e colocou nasala B, ao lado. É na sala B que entrarão os trabalhadores novos. Por tabela quer impor o nosso acordo rebaixado aos trabalhadores da DSM e espera que digamos “- Que ótimo!” Chamar assembléia para deliberar sobre acordo com cláusulas que não foram discutidas e outras ilegais? Assembléia para termos a única alternativa de aprovar, pois como a empresa vem dizendo alem desta proposta só a justiça e lá perderemos tudo? Não. Curioso que nesta hora a empresa defende que o sindicato não tem autonomia pra nada, ao contrário do que diz da comissão de PLR. Esta sim tem “autonomia” pra tudo sem a estabilidade e ao sindicato cabe tão somente assinar abaixo de ameaças e a chantagem de pagamento com descontos. Descompostura, é o mínimo que pode dizer destas atitudes.
  • Temos acima de tudo compromisso com o futuro, não só o mais imediato mas com aquele um pouco mais longínquo onde teremos muito a perder se não fizermos o que é certo hoje.
  •  Neste momento é natural que se criem fortes expectativas, mas estas não podem nos cegar a ponto de não enxergarmos a verdadeira responsável pela situação criada: A LANXESS. Muito menos devemos tomar decisões pensando no “trôco” retroativo que viria. Justamente por que é exatamente isso: “TRÔCO” perto do que esta empresa ainda será capaz de fazer. Se é para ter pressão que seja para a realização da reunião que já pedimos há 14 dias.
  • No dia 3 de Março em reunião com o Sindicato das empresas solicitamos a interveniência daquela entidade na negociação o que foi reforçado por ofício no dia seguinte e reiterado à empresa no dia 10. Ontem foi feito contato verbal com Jomar (negociador Rio), mas até este momento não obtivemos resposta. Hoje confirmamos reunião com o SINDIQUIM para sexta feira dia 18 de março podendo ser antecipada. Há alternativas pela frente e temos proposta para avançar.

 

  • Pensem nisso e enfrentem a quem tem que ser enfrentado, lembrando que o ato de NÃO fazer também é um ato. O que por parte do SINDIPOLO tiver que ser feito será feito, custe o que custar.



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