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LANXESS: ATROPELANDO ETAPAS

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Não imaginamos que a empresa, por mais que defenda seus interesses, haja com menosprezo com clientes e fornecedores. Sendo assim, que tipo de política de recursos humanos leva uma empresa a tratar seus próprios trabalhadores, que em tese deveriam estar em um patamar privilegiado de relacionamento, de forma tão desprestigiada como está sendo o processo de negociação da PLR?

A empresa formou sete mesas pra impor a mesma coisa. Por isso em todos os sites do Brasil a preocupação foi a mesma por parte dos trabalhadores, criar um processo que permita uma negociação de fato. Com uma segunda reunião pré-agendada, com intervalo de dois dias entre elas, só o que foi dito com relação a uma negociação conjunta é que “não há tempo para uma negociação nacional”.

Na segunda reunião enquanto a maioria dos trabalhadores não havia sequer apresentado seus questionamentos e contrapropostas e certamente muitos não conheciam a proposta, a LANXESS demonstrando total inabilidade – pra dizer o mínimo – a reapresenta como sendo a última. Por óbvio, já era “a última” já na primeira reunião. O resto é jogo de cena e por sinal muito mal feito. Nada justifica esta postura da LANXESS, que é de constranger até quem negocia pela empresa, tal a desfaçatez. Com isso perdem os trabalhadores e perde principalmente a empresa pela desconfiança gerada por sua postura autoritária.

Ainda nesta reunião a empresa diz que está aberta a uma proposta concreta de negociação nacional pelos sindicatos. Temos defendido todos os anos uma negociação nacional que viabilize a participação com o devido aprofundamento nas discussões sobre PLR. A falta de uma proposta concreta não pode ser um impeditivo, ao contrário, deveria ser encarada como disposição ao diálogo.

A Proposta da LANXESS

A empresa basicamente aumentou o seu alvo de EBITDA para 2012 ao resultado do ano passado que havia sido 25% superior ao alvo. Além disso, aumentou a possibilidade de ganhos acima do alvo (105% para 110%) e abaixo de 87,5% para 80%. Os 80% do EBITDA representam 50% de 2,2 salários e 110% representam 200% de 2,2 salários. Deste formulismo resulta que a PLR (se paga) pode variar para os trabalhadores NMG (maioria) de 1,1 salários até 4,4 salários. O atingido no primeiro trimestre de 2012 dá uma boa perspectiva, mas obviamente nenhuma certeza de pagamento.

Diversos questionamentos foram feitos quanto à proposta: Por que somente o alvo de EBITDA aumentou e o número de salários não? É razoável e factível alcançar um alvo superior em 25% ao do ano passado? Considerando que a empresa tem alvo na casa de bilhões de Euros, é razoável, não haver pagamento de PLR, com resultado próximo de 1 bilhão de Euros? É justo pagar PLR apenas proporcional aos afastados por doença?

 

SINDICATOS estão reavaliando sua participação no processo

A LANXESS vem demonstrando desde sempre uma grande preocupação com a legalidade. Mas se esquece de que, mesmo tendo acordos assinados, estes não têm legitimidade moral nem legal, pois não são resultantes de um real processo de negociação.

Os próprios documentos, atas, propostas, prazos, etc., ao invés de provarem uma condição legal só provam a total unilateralidade e a falta do componente negocial. Por isso os sindicatos estão reavaliando a continuidade neste processo pois não faz sentido irmos para mesas diversas onde não há interesse em negociar.

 

A Proposta da LANXESS

A empresa basicamente aumentou o seu alvo de EBITDA para 2012 ao resultado do ano passado que havia sido 25% superior ao alvo. Além disso, aumentou a possibilidade de ganhos acima do alvo (105% para 110%) e abaixo de 87,5% para 80%. Os 80% do EBITDA representam 50% de 2,2 salários e 110% representam 200% de 2,2 salários. Deste formulismo resulta que a PLR (se paga) pode variar para os trabalhadores NMG (maioria) de 1,1 salários até 4,4 salários. O atingido no primeiro trimestre de 2012 dá uma boa perspectiva, mas obviamente nenhuma certeza de pagamento.

Diversos questionamentos foram feitos quanto à proposta: Por que somente o alvo de EBITDA aumentou e o número de salários não? É razoável e factível alcançar um alvo superior em 25% ao do ano passado? Considerando que a empresa tem alvo na casa de bilhões de Euros, é razoável, não haver pagamento de PLR, com resultado próximo de 1 bilhão de Euros? É justo pagar PLR apenas proporcional aos afastados por doença?




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